Assessoria – Morreu na manhã desta quarta-feira (08) o empresário e jornalista Carlos Eduardo Jung, aos 82 anos, em Curitiba. Jung estava internado no Hospital São Vicente. A causa da morte não foi divulgada pela família.
Fundador da Diretriz Empreendimentos, ele deixa um legado de pioneirismo, inovação e dedicação ao desenvolvimento econômico e à comunicação do estado.
Jornalismo paranaense
Antes de se consolidar no setor empresarial, Carlos Jung construiu uma carreira sólida na imprensa. Ele iniciou sua trajetória como jornalista e trabalhou em veículos tradicionais e de grande relevância no estado, como a Gazeta do Povo e O Estado do Paraná.
Foi também fundador e editor da revista Quem, que circulou no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Distrito Federal no final anos 90 e início dos anos 2000. Seu olhar apurado para a comunicação também o levou a comandar a revista Quem, publicação que marcou época e se tornou uma grande referência no jornalismo paranaense.
Pioneirismo no mercado de feiras e eventos
A migração para o setor empresarial revelou o lado visionário de Carlos Jung, que se tornou o grande precursor da indústria de feiras de negócios no Paraná ao fundar a Diretriz Feiras e Eventos, 60 anos atrás. Sob o seu comando, a empresa transformou-se em uma das principais referências na organização de grandes feiras corporativas e técnicas do país.
Entre suas realizações mais imponentes está a criação e consolidação da Autopar (Feira de Fornecedores da Indústria Automotiva), reconhecida como uma das maiores feiras da Indústria Automotiva da América Latina, cuja relevância e história continuam a pulsar fortemente no mercado.
Legado familiar e profissional
Mais do que um empresário de sucesso, Carlos Jung foi um líder inspirador que soube transmitir sua paixão pelo trabalho às novas gerações. Seu legado segue vivo na história do Paraná e também na continuidade de sua obra por meio de sua família, especialmente através de sua filha, Marcela, que herdou seu dinamismo e compromisso com a excelência na realização e divulgação de grandes projetos.
Velório e sepultamento: O velório e sepultamento de Carlos Eduardo Jung serão realizados no Cemitério Parque Iguaçu, na capela 03, em Curitiba, das 9 às 17h desta quinta-feira (9/7).
Anotações para a história (por Aroldo Murá – 2021)

Colunistas sociais, que tiveram seus dias áureos com Dino Almeida, Calil Simão, Jury Carnascialli e Carlos Jung – entre os 1960 a 2000 -, foram alguns dos responsáveis por revistas importantes que circularam em Curitiba.
O forte deles era o mundo dos “socialites”; mas nunca deixaram de olhar bem o mundo em derredor, caso especialmente da Quem, de Carlos Jung, que, nos anos 1980 cercou-se de um time de ótimos profissionais, como Ana Luzia Palka, Marceline Aschcar, Rosirene Gemael, Almir Feijó. Tão oportuno o título Quem que, anos depois de a revista estar desativada, uma editora de SP começou a publicar a sua Quem…
Dino Almeida percebeu que havia muito espaço sobrando para seus sonhos, tal como aconteceria, cinco anos depois, com outro catarinense – Carlos Eduardo Jung, natural de Mafra – que também entraria no jornalismo, fazendo, de início, reportagens gerais, e depois se firmaria como colunista de sociedade no então importantíssimo jornal O Estado do Paraná, sob o comando de João Feder e Mussa José de Assis.
De Carlos Jung me ocuparei em futuras colunas. Ele, ao contrário de DA, cujo modelo de colunista social era Ibrahim Sued, o ex-fotógrafo pobre e da periferia carioca, filho de imigrantes sírios, com vagas noções de francês que ele fazia questão de mostrar, adotou padrões de “um novo colunismo social” inaugurado no Jornal do Brasil pelo histórico Zózimo Barroso do Amaral.
Leia mais:
VIDA E MORTE DE REVISTAS: ANOTAÇÕES PARA A HISTÓRIA (Parte I)
