
Prefeitos que se elegerem em cima de promessas exageradas não imaginam o tamanho do desgaste que sofrerão já nos primeiros meses de mandato.
Isso porque não fazem a menor ideia da gravidade da crise econômica e suas consequências sobre as contas públicas, que há muito já vinham comprometidas, sobretudo em função dos gastos obrigatórios. Mesmo os que sabem do que os espera, preferem esconder o problema durante a campanha, apostando na proverbial memória curta do eleitorado.
O MÍNIMO IMPOSSÍVEL
A verdade é que pagar em dia o funcionalismo e cumprir minimamente as obrigações comezinhas da administração já será muito. E para isso, os prefeitos terão de dizer não para aumentos salariais ou meros reajustes, com o que o sindicalismo selvagem os brindará com uma chuva de greves abusivas. E terão de cortar despesas de toda ordem, contrariando aliados e adversários. O que ocorre nos estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, onde funcionários e aposentados estão recebendo parcelado e com atrasos frequentes, é uma realidade que começa a rondar as cidades, mas os candidatos. Não por outra razão, boa parte dos prefeitos que concorrem à reeleição terá votação pífia.
