terça-feira, 12 maio, 2026
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Livro impresso vai bem e biografias têm grande procura

Nilson-eBem ao contrário do que se esperava, os livros impressos, as editoras e as livrarias não estão acabando. É o que tem sido registrado, não sem espanto até, pela mídia internacional, especialmente nos Estados Unidos.

O que se aponta é que o lançamento de livros digitais parou de crescer, no mundo todo, no último ano, e o mundo editorial tradicional de livros vai mostrando ser capaz de dar a volta por cima.

A força do livro impresso é uma realidade impressionante e preocupante, na realidade dos negócios norte-americanos, por exemplo. Nos Estados Unidos não foram poucas as livrarias tradicionais que cerraram suas portas diante dos primeiros sinais de vigor das editoras de livros digitais. E que agora estariam na “recherche du temps perdue”.

MUITOS LANÇAMENTOS

No Brasil, o que se nota são livrarias cheias de lançamentos de edições nacionais e traduções aos milhares, neste 2015.

E um dos segmentos que mais crescem no mundo dos livros é o de biografias. Há biografias para todos os gostos aparecendo no rol dos “best seller”, como a de empresários vencedores (Abílio Diniz) e astros do futebol (Neymar) e até “biografias” de personagens do santorial católico (N.S.de Aparecida).

No Paraná observo que alguns escritores e jornalistas continuam ativíssimos, sendo contratados para escrever biografias ou simplesmente autorizados por personagens a que os retratem.

Nilson Monteiro é um dos exemplos de jornalista/escritor muito procurador e acatado nesse terreno das biografias. Logo ele estará lançando “Joanir Zonta, um paranaense”, contando a trajetória dos mercados Condor.

Há outros autores de sucesso na mesma área, como Carlos Alberto Pessoa (Nêgo Pessoa) que, no momento, trabalha a vida e obra de um verdadeiro “tycon” da vida paranaense – segundo me conta um amigo de Pessoa. Mas o nome do personagem ainda é mantido em segredo.

Adherbal Fortes de Sá Junior foi o autor daquela que a mais conhecida biografia de Ney Braga, escrita há 15 anos. O mesmo Adherbal, com Antonio Luiz de Freitas e Belmiro Valverde Jobim Castor (in memoriam) escreveu “Canet”, livro lançado este ano, bom inventário da administração Jayme Canet Junior na administração estadual. Wanderley Rebello, também jornalista como os demais citados (exceto Belmiro) é autor de biografias de personagens da vida paranaense de impressionante qualidade. Uma delas, a de Ney Braga.

ELOI ZANETTI

Há outros especializados em escrever livros de feições biográficas, retratos de personalidades de também “biografias” de empreendimentos marcantes. Neste caso não se pode esquecer a qualificação de Eloy Olindo Setti, que se especializou em cooperativismo agropecuário; e Eloi Zanetti, homem de marketing que se revela escritor de enorme qualidade.

Um dos livros de Zanetti fala do processo de ocupação do Oeste do Paraná e trata de uma cooperativa de crédito, mostrando-a com sua longa trajetória a partir dos gaúchos que aportaram no Oeste para implantar o sistema.

De Eloi Zanetti, segundo testemunho de amigos médicos, ‘o livro referencial’ seria “O Médico que não sabia fazer bilu bilu”.

Chego a uma conclusão: o mundo das biografias vai bem no Paraná. E os que detêm “o domínio do fato” para escrevê-las são mesmo, tudo indica, os jornalistas.

Não posso deixar de registrar a ascendente carreira de biógrafo do jornalista Pedro Ribeiro (Relatório Reservado). Seu livro mais recente mostra a vida do nome mais importante do mundo segurador do Paraná, do ponto de vista histórico, Gilberto Possiede. Anteriormente Pedro escreveu a biografia de seu amigo Heinz Herwig, misto de político e empresário.

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