Nunca foi tão oportuna quanto agora a leitura de um dos livros mais bem fundamentados sobre a influência da chamada Bancada Evangélica no Congresso, do que o livro “Em nome de quem?”, da jornalista Andrea Dipp, lançado este ano.
De origem evangélica, a jornalista esmiúça as marchas e contramarchas, as negociações declináveis ou não desse segmento que, para alguns, “quer implantar uma teocracia no Brasil”.
EM NOME DE QUEM? (II)
Nesta quarta, a propósito da indicação que a Bancada Evangélica deverá fazer a Bolsonaro, para ocupar o Ministério da Cidadania, uma língua afiada paranaense, parlamento federal – de oposição reeleita – disse à coluna:
– Não troco os dois radicais católico, o do Itamaraty e o ministro da Educação, por Marcos Feliciano e companhia. Eles os dois têm títulos respeitáveis – uma faculdade pontifícia, a Javeriana, e o Instituto Rio Branco. Pelo menos, no momento de fazer M…, que farão, deixarão claro que têm PhD suficiente para serem responsabilizados historicamente.
O que mais corre forte entre bem informados é que o ministro futuro da Educação é membro do Opus Dei; isto explicaria a pronta acolhida de sua opinião em jornal Curitiba.
