sexta-feira, 19 junho, 2026
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Mural Político: O PSD e a “questão Cristina”

Nos Corredores do Iguaçu, tem muita gente confusa e preocupada com um velho ditado: “quem tá fora quer entrar e quem tá dentro quer sair“. A chegada de uma outsider (quem está fora) e uma possível saída de uma insider (que está dentro) está mexendo com a cabeça dos caciques da política paranaense.

Cristina Graeml chegou ao PSD, partido do governador do Paraná, há alguns meses. Foi anunciada com todas as pompas como um reforço para o time de Ratinho Junior. E como um “tapa na cara” do grupo do concorrente ao Palácio do Iguaçu, o senador Sérgio Moro (PL).

Vamos lembrar esse contexto político, que ele é importante para nossa coluna de hoje:

Na época, quando havia uma grande indecisão por parte da situação sobre o nome que seria apoiado pelo governador Ratinho Jr. como seu sucessor, a concorrência (leia-se Moro) mexeu no tabuleiro de xadrez do Paraná de forma perspicaz: anunciou a filiação do Senador ao PL — partido que até então fazia parte da base de apoio do governador. Com esse movimento, veio também um realinhamento com a família Bolsonaro.

A notícia caiu como uma bomba no Paraná. Prefeitos, liderados pelo deputado federal Fernando Giacobo, fizeram até coletiva de imprensa e anunciaram a saída do PL e consequente apoio ao time — e ao sucessor — de Ratinho Júnior ao Palácio Iguaçu.

O governador, na mesma época, era cotado para ser candidato à presidência da República pelo PSD. Após o contragolpe de Moro, entendeu que, se saísse candidato, o grupo iria perder a eleição no Paraná. E seria muito arriscado sair candidato ao Planalto e deixar o Iguaçu abandonado. Iria entregar de bandeja o Governo do Paraná para Sérgio Moro.

Ratinho foi a Brasília e tentou fazer Flávio Bolsonaro mudar de opinião pois, afinal, o PL no Paraná fazia parte da base de apoio de seu governo. Voltou com o rabo entre as pernas. Tomou um “não” na cara de Flávio, que já tinha seu candidato: Moro.

Cristina Graeml no debate da Band em 2024. Foto: Franklin de Freitas

Cristina Graeml foi candidata à prefeita de Curitiba, com apoio do clã Bolsonaro, nas últimas eleições (2024). Foi para o segundo turno contra o candidato do grupo de Ratinho Junior, Eduardo Pimentel. Conseguiu milhões de seguidores nas redes sociais. E fez mais de 300 mil votos na capital paranaense.

Na época, Cristina foi a legítima “outsider”, aquela pessoa que é candidata contra a política e próprio sistema. Como dizia o ex-presidente Bolsonaro, “contra tudo o que tá aí”. Ela cresceu batendo no Governo do Paraná, na Prefeitura de Curitiba, bateu em Eduardo Pimentel. E o eleitor reconheceu a ex-jornalista como uma alternativa alinhada à extrema direita.

Acontece que, nas negociações de Moro, Flávio e o PL, Cristina ficou de fora. Foi escanteada e ninguém fez muita questão de perguntar a opinião dela, nem de incluir ela nos planos da extrema direita no Paraná. De olho neste movimento, e tentando realinhar suas estratégias no Paraná, Ratinho Jr. anunciou a vinda de Cristina para o PSD. Como se tivesse “roubado” a candidata dos adversários. Uma resposta ao “não” que tinha tomado de Flávio Bolsonaro.

Acontece que, como dito antes, o PL não estava muito preocupado com Cristina. E que peso tem uma candidata “outsider” quando ela vira “insider”. Que peso tem alguém de fora, que cresceu batendo no Governo, quando ela está no Governo. Qual o peso de uma candidata que cresceu com o apoio de Jair Bolsonaro fora do time do clã? O capital político de Cristina se resume aos 1,5 milhão de seguidores no Instagram? Foi isso que o PSD “comprou”?

Basta uma olhada no perfil de Cristina para ver que o engajamento dela é pífio. Inclusive, a maior parte dos comentários em suas publicações, vídeos, posts, são comentários de pessoas descontentes com a posição política de Cristina, agora dentro do grupo que ela bateu. Sem contar que milhares dos seguidores são pessoas alinhadas à extrema direita no Brasil. E não votam no Paraná. Não são eleitores paranaenses.

Eduardo Pimentel e Márcia Huçulak

Na época da eleição à prefeitura de Curitiba, o PSD deu a tarefa de “bater” em Cristina à Márcia Huçulak, que ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa, por algumas vezes, para atacar a então adversária de Pimentel. Márcia, conhecida pela sua atuação na saúde, inclusive golpeou Cristina no ponto fraco: suas críticas severas à vacinação obrigatória e às políticas de saúde pública adotadas durante a pandemia da Covid-19.

E se quem tava de fora queria entrar, quem tá dentro queria sair. A atenção do PSD à Cristina Graeml tem incomodado as mulheres fortes do partido. Que sempre estiveram alinhadas ao governador, como a deputada Márcia Huçulak, por exemplo.

Cristina tem ocupado os holofotes das campanhas do PSD Mulher no Paraná, inclusive. Apareceu, recentemente, em um vídeo da sigla “vestindo” uma bandeira do Brasil, como uma capa de super-heroína e um discurso … outsider!

Segue trecho da fala de Cristina no vídeo: “estou do lado de milhares de paranaenses de bem que não aceitam mais ver o Brasil perder os seus valores” e segue “gente honesta que cansou dos conchavos, dos privilégios, da velha política”.

Não faz, absolutamente, o menor sentido. O PSD criticando a velha política? O PSD está criticando os “conchavos”, tendo mais de 10 partidos compondo sua base política? Não faz o menor sentido. Os marqueteiros do PSD estão tentando absorver para um partido que está há oito anos no poder o discurso da outsider, “contra tudo o que está aí”, de “combater a velha política”. Não faz o menor sentido.

As 300 mil pessoas que votaram em Cristina Graeml para prefeita de Curitiba, ou entenderam que ela era contra o time do governador, ou que ela era a candidata dos Bolsonaro. Que apoio e voto ela vai ter fazendo parte do time do governador e contra o time dos Bolsonaro? Essa conta não fecha.

Talvez por isso que o PSD ainda não definiu o futuro de Cristina dentro do partido. Ela afirma, em seu perfil do Instagram, que é pré-candidata ao Senado. Mas internamente o partido não decidiu se ela vai, realmente, ao Senado, ou se pode ser candidata a vice de Sandro Alex em uma chapa pura, ou então se pode ser candidata a deputada federal.

O ingresso para este filme está custando caro para o PSD. Pois já circulam boatos nos corredores que o descontentamento de Huçulak de ter que ocupar o mesmo “palanque” de Cristina pode ser o motivo para ela desembarcar do PSD e seguir com seu fiel companheiro, Rafael Greca (MDB), em uma eventual aventura dele ao Palácio Iguaçu.

Uma coisa é certa: este filme vai passar nas telonas do Paraná. Basta saber se vai ser uma comédia, no estilo “Quem Vai Ficar com Mary”, ou um drama: “Uma Estranha no Ninho”.

Ministra Margareth Menezes visita Colombo e Paranaguá

Assessoria – A Ministra da Cultura Margareth Menezes esteve no Paraná nesta quarta-feira (17). No CEU das Artes, em Colombo, ela prestigiou o lançamento do programa Territórios Verdes da Cultura. Idealizado pelo MinC, a nova política pública integra cultura e meio ambiente, transformando espaços culturais periféricos (como CEUs das Artes e MovCEUs) em polos de resiliência climática, sustentabilidade e economia circular. O projeto atua diretamente na realidade das comunidades locais. A ministra também foi a Paranaguá para uma visita ao Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR e acompanhou uma apresentação de fandango caiçara.

Fotos: Vino Carvalho

O programa Territórios Verdes da Cultura se junta a outros que já estão em andamento em Colombo, idealizados pelo Governo Federal, como o Periferia Verdes Resilientes e o Periferia Viva, em uma conexão das políticas federais, convergindo todas as ações de mitigação aos eventos climáticos extremos e de desenvolvimento social. Os programas na cidade contam com o apoio da Prefeitura de Colombo.

O Coletivo Soylocoporti participou da recepção da Ministra a partir de três projetos: o Comitê de Cultura do Paraná, Laboratório de Cultura Digital (LabCD) e o Projeto Arvoredo.

Além disso, a chef Norma Freitas, da Casa do Barreado, e o Secretário de Cultura e Turismo de Paranaguá, Juca Reis, servem o tradicional Barreado Caiçara para a ministra Margareth Menezes.

Gleisi enaltece cooperativismo na Ocepar

Assessoria – Em reunião nesta segunda-feira (15) em Curitiba, com o presidente executivo do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, a deputada federal e pré-candidata ao Senado Gleisi Hoffmann enalteceu o cooperativismo paranaense e defendeu união e diálogo entre as forças produtivas e políticas pelo desenvolvimento do Estado.

Divulgação

Gleisi afirmou que o cooperativismo paranaense “é uma potência e um dos maiores orgulhos do nosso estado”. “Entre os diferenciais que fazem do Paraná uma referência nacional e mundial está, certamente, o nosso sistema cooperativo. Com diálogo e união, podemos fortalecer ainda mais esse modelo cooperativista e gerar mais desenvolvimento e riqueza para nosso Estado”, destacou.

Participaram da reunião o presidente do Conselho Deliberativo do Sistema Ocepar, Luiz Roberto Baggio; o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti; o superintendente da Fecoopar, Nelson Costa; o superintendente interino do Sescoop-PR, Leandro Roberto Macioski; a coordenadora de Relações Institucionais, Daniely Andressa da Silva; e o diretor-geral da Itaipu, Enio Verri.

A deputada citou ações estratégicas do governo federal que fortalecem o cooperativismo do estado, como a retomada da Fafen e a modernização do armazém da Conab em Ponta Grossa. Gleisi também sinalizou disposição para atuar junto ao governo federal pela implementação do Anel Ferroviário de Curitiba e ampliação das ferrovias na logística estadual, além da expansão do Plano Safra e aproximação do BNDES com o Sistema Ocepar.

Escola Paranaense de Direito sabatina pré-candidatos ao governo

Professores Luiz Gustavo de Andrade e Roosevelt Arraes. Crédito: Escola Paranaense de Direito

Assessoria – Os professores da Escola Paranaense de Direito, Luiz Gustavo de Andrade e Roosevelt Arraes, vão sabatinar os pré-candidatos ao Governo do Paraná nesta semana. Os juristas foram selecionados pela União das Câmaras, Vereadores e Gestores Públicos do Paraná (UVEPAR) e serão os responsáveis por conduzir as conversas com os postulantes ao Palácio Iguaçu. A iniciativa faz parte do Painel de Sabatinas da 5ª Marcha dos Legislativos Municipais Paranaenses, encontro promovido pela entidade de 16 a 19 de junho, na capital, com o tema “Eleições 2026, Governança Pública, Transparência e Segurança Jurídica no Legislativo Municipal”.

A UVEPAR tornou público o Edital de Convocação destinado aos partidos políticos e federações para a inscrição dos pré-candidatos para as Eleições 2026. O objetivo do painel é expandir o diálogo democrático e aproximar as lideranças municipais da realidade estadual. Participam das sabatinas Requião Filho (PDT), Luiz França (Missão), Rafael Greca (MDB) e Sandro Alex (PSD).

17/06 (Quarta-feira)Restaurante Dom Antônio (Av. Manoel Ribas, 6121 – Santa Felicidade)

  • 11h30 às 12h: Requião Filho (PDT)

18/06 (Quinta-feira)Victória Villa Hotel (Av. Sete de Setembro, 2448 – Cristo Rei)

  • 09h30 às 10h: Luiz França (Missão)
  • 10h às 10h30: Rafael Greca (MDB)
  • 11h30 às 12h: Sandro Alex (PSD)
  • 12h às 14h: Intervalo para o almoço
  • 14h às 15h: Aplicação do “Jogo da Eleição”, desenvolvido pelos professores da Escola Paranaense de Direito, Luiz Gustavo de Andrade e Roosevelt Arraes
  • 15h15 às 16h15: Painel Eleitoral – “Eleições 2026: condutas vedadas e impactos na atuação dos vereadores”
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