Assessoria – Com a chegada do inverno, cresce a preocupação com a imunidade, os resfriados, o cansaço e os cuidados necessários para atravessar os meses mais frios do ano com saúde. Ao mesmo tempo, aumenta o interesse por hábitos preventivos, bem-estar e práticas que ajudam a fortalecer a relação das pessoas com o próprio corpo.
Mas, em meio a tantas informações, uma pergunta permanece: quanto ainda sabemos sobre os conhecimentos que durante gerações ajudaram famílias inteiras a cuidar da saúde utilizando os recursos oferecidos pela própria natureza?
É justamente esse resgate que inspira a Farmácia Viva do Inverno, vivência que será realizada no dia 20 de junho, sábado, no Ekôa Park, em Morretes, no território da Grande Reserva Mata Atlântica. A proposta é promover uma imersão nos saberes tradicionais relacionados às plantas medicinais da Mata Atlântica, à medicina popular brasileira e às práticas naturais de autocuidado.
A experiência será conduzida por Maria Eduarda Rocha, erveira, terapeuta integrativa, educadora popular em saúde e aprendiz de benzedeira. Há mais de dez anos, ela dedica sua trajetória ao estudo e à disseminação dos conhecimentos relacionados às ervas medicinais, unindo a sabedoria ancestral das folhas e das plantas às abordagens contemporâneas de promoção da saúde. As inscrições podem ser feitas pelo WhatsApp.
“A Farmácia Viva do Inverno nasce como um convite para voltar ao essencial: aprender a cuidar de si com plantas medicinais, saberes populares e uma relação mais profunda com a natureza que nos cerca”, explica Maria Eduarda.

Mais do que uma oficina, a proposta é proporcionar uma experiência prática e sensorial. Ao longo do encontro, os participantes terão contato com conhecimentos tradicionais sobre plantas medicinais, seus usos populares e formas de incorporar esses saberes ao cotidiano de maneira consciente e conectada aos ciclos naturais.
Segundo Maria Eduarda, o objetivo é estimular autonomia e reconexão com práticas que fazem parte da história cultural brasileira. “Minha missão é resgatar a medicina da Terra como ferramenta de autonomia, liberdade e cuidado. Quando nos aproximamos novamente das plantas, também nos aproximamos dos ciclos naturais e de formas mais conscientes de viver”, afirma.
Para Tatiana Perim, CEO do Ekôa Park, iniciativas como essa ajudam a recuperar conexões que muitas vezes foram perdidas ao longo do tempo. “A natureza sempre foi uma grande fonte de aprendizado para a humanidade. Ao abrir espaço para experiências como a Farmácia Viva, buscamos valorizar conhecimentos construídos ao longo de gerações e mostrar que a conexão com a natureza também pode ser uma forma de cuidado, bem-estar e reconexão com aquilo que é essencial”, conclui.
- Data: 20 de junho de 2026
- Horários: Das 10h às 12h e das 14h às 16h
- Local: Ekôa Park – Estrada da Graciosa, km 18,5 – Morretes (PR)
- Investimento: R$ 190 (Ingresso do parque incluso. Alimentação à parte.)
