
A advogada Ana Carolina de Camargo Clève, presidente do Instituto Paranaense de Direito Eleitoral (Iprade), afirma que não existe nenhuma comprovação de fraude na urna eletrônica. Ana Carolina também defende a integridade do processo eleitoral brasileiro e a Justiça Eleitoral. “Esse debate sobre o voto impresso é desnecessário e não se justifica sobre os argumentos que se colocam hoje. Não é momento de se discutir isso”, afirma a especialista.
A presidente do Iprade ressalta que nunca houve comprovação de fraude. “Jamais houve uma confirmação de fraude. O que existem são ilações do Presidente da República feitas em uma live, rapidamente rebatidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”, afirma.
Nesta quinta-feira (05) está prevista para ocorrer na Comissão Especial do Voto Impresso da Câmara dos Deputados a sessão que analisa a Proposta de Emenda à Constituição para a implementação do voto impresso no Brasil.
Para Ana Carolina, o projeto vai na contramão do proposto, ressaltando que as urnas eletrônicas já apresentam com uma auditoria, tanto pela zerésima quanto pelo boletim de urna. “O que se quer é que haja um comprovante físico do voto, que supostamente traria mais transparências às eleições. Mas isso é desnecessário, pois são emitidos boletins no começo e no final da votação. Quanto maior a intervenção humana no processo, maior a chance de fraude eleitoral”, explica.
