
Prestem atenção: Marina Silva, a messiânica fundadora da Rede de Sustentabilidade, está em alta.
No domingo, deu uma nova prova de seu fôlego argumentativo, em entrevista à jornalista, na Rede Bandeirantes de Televisão. Livrou-se bem de suspeitas que pesam contra ela, como a de se oporia ao estudo da Evolução nas escolas: disse que apenas defendera, falando num colégio religioso, o direito do ensino do Criacionismo, teoria que é marca fortíssima do fundamentalismo religioso.
Lamentou ter sido ‘vítima de preconceitos’, como o de que, se eleita presidente, acabaria com festas como de Aparecida, padroeira do Brasil, ou o Círio de Nazaré.
Repetiu: antes de se fazer evangélica, foi católica e quase freira.
LÓGICA FORTE
Marina não deixou pergunta sem resposta, manteve-se lógica, forte poder de argumentação como quando alegou que a justiça não pode usar de dois pesos e duas medidas “quanto trata de condenação de Lula, Renan ou Aécio …”.
BOLSONARO
Com a queda mais ou menos clara da aceitação de Jair Bolsonaro, nos últimos dias, na aceitação dos eleitores, a tendência é de Marina crescer mais. Hoje ela aparece atrás de Bolsonaro. É o terceiro nome mais forte para a Presidência.
Nesta quarta, 7, ela ocupa amplo espaço no jornal Estadão, mais ou menos repetindo a entrevista da Bandeirantes.
Em Curitiba, um dos nomes mais próximos de Marina Silva é o ex-vereador Jorge Bernardi, que até me prometeu um artigo opinativo sobre a ex-senadora e a Rede. Ele foi um dos primeiros políticos locais a entrar na Rede.
Bernardi hoje se concentra basicamente na posição de vice-reitor do Uninter, centro universitário.
