terça-feira, 12 maio, 2026
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Fronteira Puerto Iguazú-Foz só reabre no final do ano. Se reabrir…

No trajeto para a reabertura da fronteira, há até uma eleição. (Foto: divulgação/H2Foz)

(Do H2Foz)

Depois de tanta desinformação, a expectativa é que a reabertura da Argentina ao turismo, inclusive na fronteira entree Puerto Iguazú e Foz do Iguaçu, deve ocorrer no final do ano.

Mas pode ser apenas “boato”, porque nunca há nada de oficial. O governo argentino se fecha em copas quando o assunto é fronteira e turismo.

Por enquanto, só se estuda mesmo a permissão de ingresso dos próprios argentinos, que ficaram espalhados por vários países, principalmente Estados Unidos, quando a Argentina reduziu para 1.800 pessoas por dia o acesso ao país. E apenas por avião.

Os argentinos e estrangeiros com residência fixa poderão voltar à Argentina por meio de “corredores seguros”, como o que já existia no aeroporto de Ezeiza. O aeroporto de Mendoza e a fronteira terrestre desta província com o Chile também viraram corredores seguros.

O governo teme analisar mais a fundo a reabertura de fronteiras a estrangeiros, como já acontece em vários países. Quais são os motivos para esse temor?

COVID

Há mais de uma explicação, mas a principal, oficialmente, é o medo de que o coronavírus chegue em uma nova onda, ainda mais contagiosa.

Há de fato boas razões. Nos últimos sete dias, a Argentina tornou-se o país da América do Sul com mais mortes por covid-19, proporcionalmente à população.

O índice ficou em 21 mortes por milhão de habitantes, mais que no Paraguai (16 por milhão) e no Brasil (15 por milhão.

E isso que a Argentina é um dos países com mais restrições e controles no combate à pandemia.

Em casos, nestes mesmos últimos sete dias, a Argentina teve 534 por milhão de habitantes, um pouco menos que o Brasil (578 por milhão). Morre-se mais de covid-19, portanto, no país vizinho.

Entre os 208 países pesquisados pelo Worldmeters, a situação da Argentina, em número de casos na última semana, é bem razoável (109º lugar). O Brasil está em 107º.

Mas, em óbitos por milhão de habitantes, a Argentina está em 45º lugar e o Brasil em 54º. Não é uma situação desesperadora, já que os Estados Unidos, com muita vacinação, está em 39º, e Israel, ainda mais imunizado (teoricamente), está em 47º.

Mas o governo argentino não quer arriscar. Desde o início foi assim. Abrir fronteiras, no entender das autoridades sanitárias do país, significa se arriscar a que entrem na Argentina novas variantes do vírus.

ELEIÇÕES

Porém, o vírus não explica tudo. A abertura de fronteiras é controversa, no país. Os que dependem do turismo, dos visitantes, da movimentação nos aeroportos e rodoviárias, são logicamente a favor.

Mas talvez a maioria seja contra. Ninguém pesquisou a sério o que pensam os argentinos sobre isso. O que se sabe é que, quanto mais longe da fronteira terrestre, menor é o interesse no assunto pra quem mora na capital ou em províncias sem fronteiras externas.

Pode ser que esta indecisão do governo argentino tenha a ver com as eleições parlamentares de 14 de novembro.

É quando se saberá se o governo continuará com apoio majoritário ou terá que enfrentar uma oposição mais forte.

 

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