sexta-feira, 7 agosto, 2026
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EM MEIO A XINGAMENTOS, ALCAIDE COMEMORA 66 ANOS…

Se nossas fontes estiverem corretas, hoje, 17, teremos chef exclusivo e um petit comité em um jantar especial de aniversário do prefeito Rafael Valdomiro Greca. A estimativa é que pelo menos 15 pessoas estejam se aglomerando em um regabofe, em homenagem aos 66 (mas ele diz que são 65) de Greca.

Nem pandemia, com mais de 40 mortos diários e hospitais lotados em Curitiba, nem a bandeira vermelha, que fechou o comércio, são suficientes para que Greca sossegue o facho e evite aglomeração. A festa é preparada pela chamada ´primeira dama, a Arranha Marrom, que gosta de um festerê.

E deve ter a presença de João Alfredo Costa e família , Lucas Navarro de Souza, Giovani Gionédis e “famiglia” e outros do círculo íntimo, como o casal Marlus e Martha Moro, o arquiteto Rodolpho Doubek…

DATA MÁGICA

A data de 17 de março é mágica para o prefeito. Ao longo dos seus 66 anos, sempre quis festa, como uma criança mimada “que quer por quer” presentes, guloseimas e a presença de todos para ao paparicarem.

Desde que voltou à Prefeitura de Curitiba, em 2017, o aniversário de Greca é visto com uma constrangedora data e também uma dor de cabeça aos secretários, superintendentes e aos diretores. O aniversário dele sempre é organizado por MS. A festa acontece na sala de reunião ao lado do gabinete, onde os servidores do Palácio 29 de Março são obrigados a ir e fazer o beija-mão, desejando ao prefeito um ótimo aniversário.

REQUINTES, CLARO

Precisa ter uma mesa bonita, bem decorada com flores, bela toalha, doces especiais, folhados e outros salgadinhos, além de suco e Gengibirra da Cini (como o prefeito diz: a champanhe curitibana!!).

Greca interpreta seu personagem alegre e emotivo, a Aranha Marrom se emociona e os secretários, diretores e superintendentes pagam a conta. Sempre precisa ser de um buffet à altura do refinado gosto de da velha senhora, 79. Se ela não gosta, grita, humilha e xinga quem fez a festa. Os xingamentos chamam a atenção, pois nem parece a fala de uma primeira-dama, mas a de um operário do cais de porto.

Xingamentos pesados, relacionados a sexualidade do interlocutor, a orifícios, insulto a mãe da pessoa que errou, entres outros. Tudo isto acompanhado de um gestual cheio de caretas ou cara braba e assustadora. Hoje, a velha senhora deve ter posto todos funcionários da casa – como a doce Mariazinha, governanta do casal, ou os seguranças de Greca – de cabelo em pé, fazendo correr atrás de seu desejos.

ABRINDO O BOLSO

Quando quer, a chamada primeira dama abre o bolso por Greca. Compra alguns mimos e recebe juras de amor do alcaide, todas, claro soando um pouco falsidade. Como quando a chama de “minha gata”, esquecendo-se de que está tratando de uma anciã.

Ela, quando quando fica irritada com o prefeito, grita em alto e bom som: “lembre-se que quem tem o dinheiro sou eu. Você não tem nada”. Mais de uma pessoa no gabinete já ouviu ela falar esta frase. Assim é a vida, com tempos para fingir de administrar e também para comédia “dell’arte”, como a que se vive hoje, na Prefeitura. Sem surpresas…

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