terça-feira, 4 agosto, 2026
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Senado: Alvaro Dias desiste e Alexandre Curi confirma candidatura

HOJEPR – O deputado estadual Alexandre Curi foi confirmado como candidato do Republicanos ao Senado Federal nas eleições de 2026. A convenção estadual do partido, realizada na noite desta segunda-feira (3), na Sociedade Urca, em Curitiba, também oficializou o apoio da legenda à chapa formada pelo deputado federal Sandro Alex (PSD) e pelo ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB) na disputa pelo Governo do Estado.

“O Paraná nunca me faltou. E eu não vou faltar ao Paraná”, afirmou Alexandre Curi ao agradecer a indicação. “Eu coloquei o meu nome à disposição desta aliança e não arredo o pé. Não por desejo pessoal. Não por vaidade. Mas porque, neste momento, o Paraná precisa de gente forte no Senado. Precisa de gente que trabalhe. Precisa de gente que se entregue”, acrescentou.

O encontro reuniu cerca de 3 mil pessoas, centenas de lideranças de todas as regiões do Estado e caravanas representando 300 municípios. A convenção contou ainda com a presença do governador Ratinho Junior, do vice-governador Darci Piana, do deputado federal Sandro Alex, dezenas de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais e dirigentes partidários.

Em um discurso marcado pelo compromisso com o Paraná, Curi afirmou que assume a candidatura consciente da responsabilidade de representar os paranaenses no Senado Federal. “Responsabilidade com quem confiou no meu nome. Responsabilidade com cada município deste Estado. Responsabilidade de entender uma coisa simples: o Paraná não pode regredir. O Paraná não pode voltar atrás”, declarou.

Curi também defendeu uma atuação municipalista e um novo equilíbrio na relação entre os estados e a União. Ao lembrar que o Paraná está entre os maiores contribuintes da arrecadação federal, voltou a defender um pacto federativo mais justo.

Alvaro Dias desiste da candidatura

HOJEPR – O ex-senador Alvaro Dias (MDB) anunciou nesta segunda-feira (3) que não será candidato ao Senado nas eleições de outubro. A desistência foi comunicada por meio de uma carta publicada nas redes sociais, um dia depois de ele confirmar que pretendia disputar uma das duas vagas destinadas ao Paraná.

A possível candidatura de Alvaro havia provocado desconforto entre partidos que participam da coligação liderada pelo governador Ratinho Junior (PSD). O MDB pretendia indicar o ex-senador para a segunda vaga ao Senado na chapa encabeçada por Sandro Alex (PSD), candidato ao governo, com Rafael Greca (MDB) como vice.

A articulação gerou reação entre aliados de primeira hora do governador, principalmente no Republicanos. Nos bastidores, dirigentes do partido chegaram a discutir a saída da coligação. A insatisfação estava relacionada à forma como a entrada de Alvaro foi negociada e ao receio de que a presença de dois candidatos competitivos dividisse os apoios e a estrutura política da chapa. A movimentação levou PSD e MDB a adiarem a confirmação do segundo nome ao Senado.

Na convenção do MDB, realizada no domingo (2), Alvaro afirmou que pretendia construir uma candidatura ao lado de Curi. Seu nome, porém, não foi formalmente anunciado nos discursos oficiais nem nas entrevistas concedidas após o encontro.

Na carta divulgada nesta segunda-feira (3), o ex-senador afirmou ter concluído que não havia unidade dentro do grupo governista para sustentar sua candidatura. “Infelizmente, compreendi que hoje não existem, dentro do grupo político liderado pelo governador, as condições necessárias para construir essa unidade que eu tanto almejei, também em torno do meu nome”, escreveu.

Alvaro disse também que não aceitaria ser responsável por uma divisão entre os partidos da aliança. “Eu jamais aceitarei ser motivo de divisão, ainda mais nessa altura da minha história. Nunca coloquei um projeto pessoal acima de um projeto coletivo. Não fiz isso no passado e por isso também não o farei agora”, afirmou.

O ex-senador declarou que respondeu inicialmente aos apelos para voltar à disputa eleitoral após aparecer em primeiro lugar em pesquisas de intenção de voto. Segundo ele, no entanto, uma candidatura não depende apenas do apoio popular. “Na política atual, prevalecem os arranjos, as composições e a vontade dos políticos”, escreveu.

Ao comunicar a desistência, Alvaro afirmou que tomou a decisão sem ressentimento. “Portanto, essa é uma decisão que talvez decepcione alguns amigos, mas que considero a mais correta diante das circunstâncias: não serei candidato”, declarou.

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