Taxistas ficam com todos os encargos, e seguem normas mais rígidas

Desde a última semana, a Prefeitura, por meio do Decreto número 1.229 / 2018, mudou as regras e atualizou a regulamentação do transporte individual de passageiros compartilhado – as chamadas Administradoras de Tecnologia em Transporte Compartilhado – ATTCs. A municipalidade garante que as mudanças trazem resultados melhores para motoristas, passageiros, beneficiando também as condições de tráfego urbano.
REGRAS NEM TÃO RÍGIDAS
Em resumo, são três as mudanças ofertadas, mas devem gerar polêmicas, porque flexibilizam a atuação dos motoristas de aplicativos, enquanto, em contrapartida, os taxistas tradicionais se veem obrigados a seguir normas mais rígidas. No caso das ATTCs, a partir de agora, os carros podem circular com emplacamento de qualquer cidade do país, o que até aqui era estritamente proibido.
FALTA DE CONTROLE
A Prefeitura sequer dispõe de um cadastro oficial informando quantos são os carros de aplicativos que circulam na cidade – são milhares, e apesar da proibição, burlam os fiscais e circulam com placas de várias cidades brasileiras -, mas informa que o número de táxis regulares – os tradicionais alaranjados, mais os especiais – é rigidamente controlado: ao todo, são 3.002.
Há apenas um ponto em comum entre a frota tradicional e a dos aplicativos: ambas as categorias podem circular com veículos com até sete anos de uso. Até recentemente, a idade limite dos táxis regulares era de cinco anos, enquanto os carros de aplicativos não tinham idade definida.
CRISE X QUALIDADE X PREÇOS
Em meio à crise econômica que afugenta os passageiros dos táxis – que preferem o transporte público, mais barato -, há uma guerra surda entre os taxistas regulares e os condutores de aplicativos. Os primeiros, garantem serviço de qualidade, com carros impecavelmente em ordem (do contrário são tirados de circulação pelos fiscais da URBS), cobrando o preço justo ditado no taxímetro; os últimos, oferecendo preços mais baratos, mas até aqui circulando com carros muitas vezes sem a devida assistência técnica e manutenção. Em última instância, quem paga o pato e quer qualidade, é o usuário.

