
A governadora Cida Borghetti promete entregar – e ela cumpre a palavra, como regra -, os cofres do Estado com muitos R$ bilhões (talvez quatro?) ao sucessor Ratinho Junior. Esta é uma boa nova que até alimenta inquietos interessados em ocupar posições de primeiro escalão no futuro governo; ou mostra o nível de torcida e articulações que se fazem em torno do assunto.
Desta forma, vão chegando a meus ouvidos especulações – algumas mais outras menos consistentes, sobre a composição do futuro governo. Isso, sem deixar de observar que o governador eleito é muito discreto sobre o assunto, e quando existem novidades na área ele se manifesta por meio de sua assessoria de comunicação (por ora exercida pelo jornalista Hudson Roberto, que o acompanha, com competência, desde que era pré-candidato).
MARCELO ALMEIDA
De qualquer forma é importante registrar: o nome do empresário Marcelo Almeida, um dos herdeiros do Grupo CR Almeida e empresas associadas (como o pedágio) tem insistentemente sido citado em meios culturais como o ‘provável futuro secretário de Estado da Cultura’.
Marcelo, um milionário descendente Cecílio Rego Almeida, tem um vasto portfólio de ligações com a arena cultural, na qual ora aparece como mecenas, ora como empreendedor publicando livros e outras ações artístico-culturais.
NA CÂMARA DE CURITIBA
Marcelo foi vereador em Curitiba, e na Câmara combateu o bom combate. A mim, numa entrevista que, na ocasião, publiquei no Jornal Indústria & Comércio, Marcelo denunciou desvios de recursos naquela Casa. Uma das formas apontadas por ele: vereadores faziam gastos os mais absurdos – como compra de lingerie ou gastos em casas noturnas – e colocavam notas fiscais numa caixa apropriada pedindo “restituição de despesas”. E conseguiam a “restituição”.
SUPLENTE
Marcelo não teve sorte nas urnas desde que deixou de concorrer a vereador. Por duas vezes tentou eleger-se deputado federal. Só numa ficou como suplente do PMDB, tendo assumido, como suplente, o mandato por poucos meses.
Ser humano afável, bom trato, não assume ares de dono do mundo por ser um bilionário. Numa família dividida em dois grupos, Marcelo mantém interlocução fácil com ambos os lados. Num deles está uma irmã e o marido dela, com quem a outra parte (Ricardo e Guilherme) se digladia em torno de questões administrativas.
PRÓ REQUIÃO
As ligações políticas de Marcelo foram sempre muito fortes com Roberto Requião de Mello e Silva, em cujo último governo Marcelo Almeida ocupou a direção do DETRAN. Isso apesar de o ex-governador e agora derrotado senador nunca deixar de manifestar-se publicamente contra as tarifas do pedágio, atingindo também os interesses dos Almeida.
Na verdade, Requião nunca agiu concretamente contra as concessionárias de pedágio.
OUTROS NOMES
Na minha opinião, Marcelo é um nome que pode correr sem dificuldades – se estiver mesmo interessado no cargo – para ocupar a Secretaria de Cultura e Turismo. Bem melhor do que certos nomes de arrivistas da área, como uma ex-dirigente do MON, do qual teria saído com o museu quebrado (segundo minhas fontes).
Por fora corre Celise Niero, cria de Lúcia Gluck Camargo. No curriculum aparece como ex-diretora do Paço da Liberdade, da Fecomercio, o que pode até indicar que seria uma “protegée” do vice-governador eleito Darci Piana.
