quarta-feira, 8 julho, 2026
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ARNS PROPÕE RETIRAR ISENÇÃO FISCAL PARA FINANCIAR EDUCAÇÃO NOS ESTADOS

Flávio Arns: relator da PEC

Relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/2019, o senador Flávio Arns (Rede/PR) apresentou à Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) relatório favorável para tornar permanente o Fundo de Manutenção e desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que tem vigência até 2020.

EMENDAS

Flávio Arns apresentou algumas emendas ao texto original, dos senadores Randolfe Rodrigues (Rede/AP) e Davi Alcolumbre (DEM/AP). A principal é que seja retirada a atual isenção do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF) sobre os lucros e dividendos repassados aos sócios e acionistas como meio de financiar a educação básica.

ISENÇÃO FISCAL

O senador esclarece que a retirada da isenção fiscal afetará uma pequena parcela da população. “Somente cerca de 1% dos brasileiros mais ricos usufruem dessa desoneração. Já os recursos obtidos pela retirada da isenção ajudarão os 100% de brasileiros a terem uma educação melhor, pois a nova arrecadação representará uma elevação substancial nos recursos do Fundeb”, explicou o senador. E enfatiza: “essa medida não afetará os micro e pequenos empresários, os quais continuarão isentos do imposto de renda”.

R$ 120 BILHÕES

Arns destaca que a medida permitirá um acréscimo de cerca de R$ 120 bilhões a mais por ano na arrecadação dos entes da Federação. “Com isso, garantiremos a receita necessária para viabilizar um dos principais pontos da PEC, que é a ampliação da complementação da União aos fundos estaduais e municipais. Dos atuais 10%, estamos propondo que o repasse seja ampliado inicialmente para 20% e chegue a 40% ao longo de dez anos”, explica.

ENSINO DE QUALIDADE

Para o senador, seria uma forma de ajudar estados e municípios a saírem da crise financeira em que se encontram e garantir recursos para a melhoria da qualidade do ensino básico. “Os benefícios serão inúmeros, como promover de um ensino público universal de qualidade, diminuir a desigualdade social e tornar o imposto de renda mais progressivo, equitativo e justo”, ressalta Arns.

Colégio Estadual do Paraná
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