Assessoria – Estudantes do Ensino Médio de colégios estaduais do Paraná criaram campanhas de conscientização sobre a guarda consciente e proteção animal durante o Ideathon Adoção Responsável 2026. A iniciativa foi idealizada pelo Hub Curitiba Mais Criativa, ligado ao World Creativity Day, em parceria com o projeto social Vai Ficar Tudo Bem (VFTDB), e mobilizou alunos de 11 escolas estaduais participantes do Programa Parceiro da Escola para desenvolver soluções de comunicação voltadas para uma causa social real.
Com mentorias de profissionais, contato direto com especialistas e desafios inspirados na rotina do mercado da comunicação, os estudantes criaram campanhas para sensibilizar a população sobre a guarda responsável, o abandono e a adoção consciente de animais. O resultado foi uma série de ações que alcançaram milhares de pessoas e demonstraram que a criatividade, a inovação e o impacto social também fazem parte da escola pública.
André Sandes, idealizador do projeto social VFTDB, conta que a proposta surgiu a partir das reflexões provocadas pelo caso Orelha, que mobilizou a população e reacendeu o debate sobre abandono, maus-tratos e guarda responsável de animais. A partir dessa discussão, ele e Gabriel Pacher, responsável pela frente de Desafios Criativos do Hub Curitiba Mais Criativa, decidiram levar o tema às escolas públicas, com foco em estudantes do Ensino Médio.
Durante o desenvolvimento da proposta, os voluntários firmaram uma parceria para a realização do Ideathon em 11 colégios estaduais do Paraná, administrados pela APG.Gov no âmbito do Programa Parceiro da Escola. O processo conectou os jovens a uma experiência prática de comunicação, criatividade e cidadania. O objetivo foi incentivá-los a desenvolver campanhas para conscientizar a população sobre a adoção responsável e o bem-estar animal, transformando o potencial criativo dos estudantes em uma ferramenta de mobilização social.
Pacher explica que o Ideathon Adoção Responsável foi estruturado em duas etapas. “Na primeira fase, as equipes desenvolveram o planejamento estratégico das campanhas. Já os grupos classificados para a segunda fase precisaram colocar suas ideias em prática, produzindo conteúdos de comunicação, promovendo ações de conscientização e interagindo diretamente com suas comunidades”, ressalta.

A jornada teve início em 22 de abril, durante um encontro na UniOpet, parceira da iniciativa, o qual reuniu estudantes, profissionais da comunicação, representantes de ONGs e organizadores do evento. Durante a maratona, os participantes receberam mentoria contínua, acompanhamento via WhatsApp, encontros virtuais e materiais de apoio. Além disso, professores eleitos como ponto focal de cada colégio atuaram como facilitadores do processo, fortalecendo o protagonismo juvenil e garantindo a autoria dos estudantes nos projetos.
Desempenho
Ao final do processo avaliativo, quatro equipes foram reconhecidas pelo desempenho. Em primeiro lugar ficou a equipe Guardiões de Patas, do Colégio Estadual Professor Gildo Aluísio Schuck, de Laranjeiras do Sul. O segundo lugar foi conquistado pela equipe Amor de Bicho, do Colégio Estadual João de Oliveira Franco, de Curitiba. Já na terceira colocação, houve empate técnico entre a Brainstorm, do Colégio Estadual Anita Canet, de São José dos Pinhais, e a P.A.T.A.S., do Colégio Estadual Professora Izabel Lopes Santos Souza, de Curitiba.
Em apenas 15 dias, os estudantes da equipe vencedora criaram conteúdos inspirados na mensagem “Adotar é amor em ação, cuidar é o compromisso do coração”, promoveram ações de conscientização sobre adoção responsável e alcançaram quase 100 mil visualizações de forma totalmente orgânica. O resultado evidenciou a capacidade dos jovens de transformar criatividade, planejamento e engajamento em uma iniciativa com forte potencial de mobilização social.
Como reconhecimento pelo desempenho, as quatro equipes vencedoras ganharam uma viagem ao Beto Carrero World. Para Brenda Bucher, integrante da equipe Guardiões de Patas, a maior conquista vai muito além da premiação. “Claro que a viagem é especial, mas o que levamos de verdade é muito maior. São as histórias que conhecemos, as amizades que construímos, os aprendizados que tivemos e a certeza de que, quando acreditamos em uma causa real, o resultado aparece. Esse projeto mostrou que podemos gerar impacto de verdade em nossa comunidade”, salienta.
