terça-feira, 5 maio, 2026
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Áreas protegidas de Itaipu já sofreram nove incêndios, em janeiro

Foto: Geovane Radol/Veritas

As causas são estiagem prolongada, altas temperaturas e, principalmente, descuido da população

 

(H2Foz)

A Brigada Florestal da Itaipu atendeu, de 1º a 28 de janeiro, a nove ocorrências de incêndio nas áreas protegidas da usina, situação totalmente atípica para o mês de janeiro. No mesmo período, em 2021, não houve nenhuma ocorrência.

Ao longo de todo o ano, foram 38. Os incêndios ocorrem devido à combinação de altas temperaturas, escassez de chuvas e falta de conscientização, e trazem prejuízos à região Oeste do Paraná.

O cenário meteorológico de escassez de chuvas e a recente onda de calor fragilizam a vegetação e elevam os riscos de incêndios florestais.

DESCUIDOS

Mas são os descuidos que aumentam o perigo: segundo a Brigada, os recorrentes incêndios nas áreas protegidas do reservatório de Itaipu e em remanescentes florestais próximos são originados predominantemente por fogueiras em áreas não autorizadas.

Dos incêndios registrados em 2022, os dois maiores e mais preocupantes ocorreram no fim de semana de 22 e 23 de janeiro. Um deles, na região de São Miguel do Iguaçu, atingiu uma área de cerca de 16 hectares, sob uma linha de transmissão que leva energia de Itaipu para os centros consumidores.

“A atuação da Brigada Florestal e dos bombeiros militares garantiu que não houvesse danos à estrutura, mas foi alto o risco de interromper a transmissão de energia elétrica nesta linha”, disse Luis Cesar Rodrigues da Silva, coordenador da Brigada Florestal e empregado da Divisão de Áreas Protegidas da Itaipu. Atualmente, a Brigada da Itaipu conta com 19 empregados e 39 terceirizados.

O segundo incêndio atingiu uma ilha com mais de 20 hectares em frente à área pública de lazer de Marechal Cândido Rondon, na comunidade de Porto Mendes.

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