terça-feira, 5 maio, 2026
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Olhar de Cinema divulga programação da 15ª edição

Assessoria – O Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, um dos principais eventos dedicados à sétima arte no Brasil, apresenta a programação de sua 15ª edição. O festival ocorre de 4 a 13 de junho e contará com sessões em espaços culturais importantes da capital paranaense, sendo o MON – Museu Oscar Niemeyer (Auditório Poty Lazzarotto), a Ópera de Arame, o Cine Passeio, a Cinemateca, e o Teatro da Vila. 

“Esta edição marca o amadurecimento e a concretização do Olhar de Cinema como um dos principais eventos voltados ao segmento do Brasil e com um crescimento de público constante. São 15 anos de programações pensadas por meio de um olhar aguçado e que busca fugir do comum, com títulos vindos de todo o mundo e que mostram a importância das especificidades das variadas artes de como fazer cinema, com produções apresentadas anos antes de sua circulação nacional e uma grade voltada a diferentes idades”, comenta Gabriel Borges, co-diretor artístico do Olhar de Cinema. 

“O Olhar promove diferentes olhares sobre determinado segmento, pauta, idade, direção ou estilo de produção”, completa Antonio Gonçalves Jr, diretor geral do festival. Para este ano, o evento anuncia mais de 70 filmes em sua programação, entre curtas e longas-metragens, que estão divididos nas mostras Competitiva Brasileira, Competitiva Internacional, Novos Olhares, Mirada Paranaense Sanepar, Exibições Especiais, Olhares Clássicos Cine Passeio, Olhar Retrospectivo, Pequenos Olhares, Filme de Abertura e Encerramento

Os ingressos estarão à venda a partir de 12 de maio, com valores que vão de R$8 (meia-entrada) a R$16, disponíveis pelo site oficial: www.olhardecinema.com.br. O Olhar de Cinema ainda contará com sessões gratuitas no Teatro da Vila, no CIC e algumas sessões no MON.

Filme de abertura

O longa-metragem que abrirá a edição 2026 do Festival Internacional de Curitiba é o “Yellow Cake”, filme de Tiago Melo, que retrata as consequências de um experimento conduzido por cientistas estrangeiros que tentam erradicar o mosquito Aedes aegypti com o uso de urânio. Quando o experimento falha, uma pesquisadora brasileira precisa, com a ajuda de garimpeiros locais, conter o desastre antes que seja tarde demais. A produção é estrelada por Rejane Faria (“Marte Um”) e Tânia Maria (“O Agente Secreto”).

Yellow Cake, filme de abertura, com Rejane Faria (“Marte Um”) e Tânia Maria (“O Agente Secreto”). Reprodução

A exibição ocorre na Ópera de Arame em uma tela especial de mais de 400 polegadas montada especialmente para a sessão e para um público de cerca de 1.500 pessoas. 

Confira os filmes que fazem parte da 15ª edição do Olhar de Cinema.

Mostra Competitiva Brasileira – Longas

Oito longas-metragens integram a Competitiva Brasileira neste ano. São eles: 

– “A Noite e os Dias de Miguel Burnier” (Dir. João Dumans| Brasil | 2026 | 80’) – Convivendo com o tédio e a falta de oportunidades, abraçados ao álcool como único companheiro das noites e dos dias, um grupo de amigos se esforça para levar a vida adiante num pequeno distrito minerário do interior do Brasil.

– “Adulto/Homem” (Dir. Pedro Diógenes | Brasil | 2026 | 70’) – O que podem dizer 20 rostos de atores que estão à espera de um teste de elenco? 

– “Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha” (Dir. Janaína Marques | Brasil | 2026 | 92’) – Cercada pelo zumbido hipnótico de uma máquina de ressonância magnética, Rosa é instruída a pensar em um momento feliz de sua vida. É dentro dessa odisseia subconsciente que ela reencontra sua mãe, Dalva, com quem inventa memórias inexistentes. 

– “Maxita” (Dir. Mariana Machado, Ana Maria Machado|Brasil | 2026| 64’) –  Davi Kopenawa, xamã yanomami e uma das principais vozes indígenas do Brasil, enfrenta a ameaça da chegada de grandes mineradoras em seu território na Amazônia. O acompanhamos em travessia até Brumadinho, Minas Gerais, onde se depara com as marcas do rompimento de uma barragem de mineração em 2019. Entre a terra e o plano espiritual, sua jornada SE CRUZA com a dos maxita watimapë — os “comedores de terra” — e reencontra seu velho amigo de luta, Ailton Krenak. 

– “Olhe Para Mim” (Dir. Rafhael Barbosa | Brasil | 2026 | 89’) – A mãe de Marcelo desapareceu quando ele tinha 10 anos de idade, deixando nele um vazio sem fim. O menino se tornou um jovem que vaga por cemitérios e se refugia em memórias inventadas para suportar a realidade. Um dia, dois seres misteriosos atravessam seu caminho. Marcelo embarca com uma dupla numa viagem pelas fronteiras entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos. 

– “Quase Inverno” (Dir. Rodrigo Grota|Brasil | 2026 | 93”) – Três irmãs retornam para a fazenda em que nasceram. Em meio ao reencontro com o irmão, recebem a visita de militares e encaram questões e segredos do passado. 

– “Reparação” (Dir. Marcus Curvelo | Brasil | 2026 | 70’) – No dia em que completa 35 anos, Marcus e sua mãe procuram um lugar no litoral para espalhar as cinzas do pai. Quando sua mãe adoece, ele passa a sentir que o sal do mar onde o pai descansa corrói lentamente a sua vida. 

– “Telúrica, a íntima utopia” (Dir. Mariana Lacerda | Brasil | 2026 | 104’) – Em São Paulo, a companhia teatral Ueinzz — formada por atores que vivem em sofrimento psíquico — cria uma peça sobre a extinção da Terra e a vontade humana de perdurar. Durante os ensaios, sonhos, palavras e modos de existência emergem como espécies frágeis a serem preservadas. Enquanto atuam, o grupo contempla a sobrevivência, o pertencimento e a preservação contínua de sua própria comunidade. 

Mirada Paranaense Sanepar

A Holandesinha

A Mirada Paranaense Sanepar promove um panorama da produção audiovisual do Paraná, com um olhar dedicado a filmes de todo o estado. O longa-metragem desta edição é o “A Holandesinha” (Dir. João Gabriel Kowalski, Luisa Godoi | Brasil | 2026 | 90’), que acompanha Luiza Godoi Acosta, uma jovem com Síndrome de Down que sonha em ser cineasta e realiza o seu primeiro curta-metragem “Lágrimas de um Pierrot”. O documentário percorre todas as etapas do processo criativo, revelando sua visão de mundo, os desafios enfrentados e as superações diante do capacitismo. Produzido no interior do Paraná, o filme celebra a inclusão e afirma o cinema como espaço de possibilidades, pertencimento e perseverança.  

Os curtas-metragens da Mostra Mirada Paranaense Sanepar são: 

– “Enluarada” (Dir. Pedro Nascimento | Brasil | 2026 | 10’) – Lucília busca por paz sob a luz do luar, mas é acometida por manifestações intensas de seu subconsciente, que a obrigam a buscar, em sua individualidade, uma forma de enxergar um mundo melhor dentro de sua vida caótica. Ao longo de uma noite atravessada por emoções da personagem, que ganham forma e presença, a narrativa parte de um caráter surrealista e subjetivo que propõe uma imersão no íntimo invadido de Lucília, desencadeando uma jornada que representa um processo de escuta interior. 

“Estrelas Terrestres” (Dir. Rafael Neri M. Ferreira | Brasil | 2025 | 15’) – Miguel, 17 anos, morador de uma pequena cidade do interior do Brasil, sonha em se tornar ator. Ao passar em um teste em uma grande cidade, ele se vê diante do dilema de deixar para trás sua casa e seu melhor amigo, João. Miguel percebe que fugir é mais fácil do que se despedir. 

– “Imunidade” (Dir. Milla Jung, Candida Monte | Brasil | 2025 | 26’) –  Imunidade explora a fabulação de futuros através de uma narrativa audiovisual experimental tecida por mulheres-artistas. Partindo da ideia de que “dizer é agir”, substitui o discurso do apocalipse pela urgência da voz situada — a “garganta de carne” que carrega a memória e a corporeidade da América Latina. Por meio de performances vocais e coreografias de palavras, o vídeo cria um território vibrátil de resistência, desafiando o silenciamento histórico para projetar outros modos de existir. 

“Las Vegas, Cuba” (Dir. Felipe Eugênio Lovo | Brasil, Cuba | 2026 | 11’) –  No futuro, uma androide viajante desembarca em uma Havana deserta em busca de Las Vegas, um cabaré mítico fundado por um guerrilheiro. 

“O Caçador” (Dir. Lucas Mancini | Brasil | 2025 | 20’) –  No interior rural do Paraná, um trabalhador idoso, atormentado pela fome, segue o rastro de um misterioso cachorro preto que caça para sobreviver. 

“Reza para Baobabs: Um Ebó de Palavras para Ayami e Zola” (Dir. Bea Gerolin | Brasil | 2026 | 4’) –  Os ibejis recém nascidos Ayomi e Zola recebem seu primeiro ebó de palavras: uma oferenda de proteção, fé e ancestralidade. 

“Tornar-se Ciborgue no Interior” (Dir. Louisa Savignon | Brasil | 2026 | 20’) – Leo e Julia, proprietários de um sítio, querem filhos, mas estão com problemas de fertilidade. Ava e Mia, um casal lésbico, acabaram de se mudar para o sítio vizinho. A vinda das duas mulheres criará tensão com os vizinhos. 

“Yvyra’ijá há Jate’í Reheguá – Os Quatro Guerreiros e o Jatei” (Dir. Coletivo Ava Guarani de Cinema | Brasil | 2025 | 9’) –  Quando era um jovem xondaro, guerreiro do povo Guarani, Libório desbravava fazendas e enfrentava fazendeiros em busca da abelha Jateí. Hoje, já ancião, Libório ensina seus netos a criar as abelhas na própria aldeia: “Antigamente o mato era livre. Se quisesse podia entrar e trazer Jateí, caçar e trazer os bichos. Hoje em dia não, a gente só tem esse pedacinho de mato onde os Ava Guarani podem entrar.” 

Filme de Encerramento

O longa selecionado para encerrar a 15ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba é “Salvação(“Kurtulos”| Dir. Emin Alter | Turquia, França, Países Baixos, Grécia, Suécia | 2026 | 120’), que tem sua estreia mundial no evento. Com direção de Emin Alper, o filme se passa em uma aldeia remota no alto das montanhas turcas, em que o regresso de um clã exilado reacende uma antiga disputa de terras. Ressentimentos adormecidos ressurgem e Mesut, irmão do líder local, é acometido por visões perturbadoras que acredita serem avisos divinos. À medida que as convicções religiosas, as lutas pelo poder e as tensões aumentam na comunidade, eles seguirão para a tragédia ou para a salvação?

Mais informações sobre o 15º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba pelo site oficial: www.olhardecinema.com.br, assim como pela rede sociais Instagram – @olhardecinema; Facebook/Olhar de Cinema; Tik Tok: @olhardecinema; X/Twitter: @Olhardecinema_.

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