
A internet está cheia de previsões e profecias sobre o nosso futuro. Mas que atitude um cristão deve ter em relação a elas?
(Aleteia – Michał Lubowicki)
Todo início de ano, a internet recebe uma avalanche de previsões sobre o nosso futuro. Existem até alguns sites que fazem “cálculos” e trazem expectativas de especialistas de todas as áreas possíveis.
Mas ainda mais populares são as “profecias” de supostos videntes de várias origens. Entre elas, encontramos interpretações de presságios e sinais do céu e da terra mais ou menos óbvias. Com base nisso, esses videntes vêm nos dizer o que esperar no novo ano.
As pessoas recorrem a Nostradamus, a uma infinidade de “profetas”, ao calendário maia, à astrologia e até mesmo ao sangue de São Januário.
Essas previsões são feitas em uma atmosfera de ansiedade e medo, mesmo quando se trata de um tipo de “humor apocalíptico”. Desastres e guerras, pestes e crises, catástrofes e conflitos, alguns mais terríveis e globais do que outros. Nosso futuro aparece neste tipo de mensagem, na maioria das vezes, em cores sombrias e tons dramáticos.
CURIOSIDADE
Talvez fosse algo meramente anedótico, se não fosse pelo fato de que em nossa sociedade, que se orgulha de sua racionalidade, esse tipo de previsão parece gozar de popularidade surpreendente. Prova disso é o número de cliques nos artigos que se referem às previsões. Por que tanto interesse? E o que isso tem a ver com fé?
Atrevo-me a dizer que as principais razões para a popularidade dessas previsões são tédio e curiosidade. O final do ano, o período pós-Natal, a fase final de nossas celebrações nos fazem procurar entretenimento.
Não temos necessariamente vontade de lidar com questões sérias (haverá um ano inteiro para isso). Então nos “entretemos” com tais “curiosidades”.
ANSIEDADE
A segunda razão é provavelmente a ansiedade gerada por momentos decisivos, quase naturalmente. O velho termina (simbolicamente, é verdade) e o novo chega. O antigo não era fantástico, mas o novo é desconhecido.
E nós, mesmo em posse de avanços tecnológicos, continuamos a experimentar a ansiedade humana habitual sobre o futuro. E para os medos (especialmente medos inconscientes ou medos que não queremos admitir), qualquer “cura” pode parecer boa.
Embora realmente não acreditemos nelas e saibamos que todas essas profecias são construídas com base em previsões não confiável, o desejo de “olhar para as cartas de Deus” está profundamente enraizado em nós.
NOTÍCIAS FALSAS
Soma-se a isso a enorme confusão de informações hoje em dia. Infelizmente, a maioria de nós não sabe como navegar na internet. A maioria dos usuários da internet não faz distinção entre uma coleção de contos de fadas antigos e um tratado medieval ou uma enciclopédia moderna.
Sucessivas gerações de usuários não foram ensinadas a pensar criticamente e classificar as fontes como confiáveis ou não confiáveis. Isso geralmente resulta na crença de que “uma vez que está escrito, deve ser verdade”.
