segunda-feira, 11 maio, 2026
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Opinião de Valor: Impactos da pandemia

Cel. Audilene Rosa de Paula Dias Rocha

Quando observamos os rastros que a pandemia tem deixado, falamos do que é aparente, porém, existem muitos resultados danosos que não são percebidos, estão entre quatro paredes, daqueles que ainda possuem casas para morar e em suas mentes.

É notório o desemprego, que se agravou nesse período fatídico, aliado a falta de qualificação para a atividade laboral. Talvez você afirme que tem vagas de trabalho abertas e concordo, entretanto, milhares de pessoas, para ocupar uma dessas vagas, precisam ser qualificadas, pois, terão que mudar de atividade e não dispõe de recursos financeiros para tal, além do que, o quantitativo não atende à demanda de desempregados.

Pessoas, no auge da crise, impossibilitadas de trabalharem, sem recursos e perspectivas venderam, o pouco que tinham, para sobreviverem, inclusive instrumentos de trabalho. Hoje, para muitos, persiste a problemática: descapitalizados, sem ter o que dispor para obter recursos financeiros, sem qualificação para inserção no mercado de trabalho, haja vista não poder retornar a atividade anterior, fazem pequenos “bicos” para a sobrevivência.

A pergunta para refletir é: como estão essas pessoas? Há preocupação com esse aspecto? Impossível negar que haja consequências na saúde física e mental desses indivíduos. Os impactos, físico e mental, repercutirão e produzirão desdobramentos negativos no futuro. Muitos estão abalados emocionalmente, a incerteza faz parte de seus cotidianos. Será que, realmente, conseguimos nos colocar no lugar dessas pessoas e entender como se sentem, inclusive os gestores públicos?

Imprescindível que o poder público tenha levantamento desse contexto, propicie capacitação gratuita e reinserção dessas pessoas no mercado de trabalho, ainda que não abranja a todos e sejam empregos temporários. Também, é de conhecimento que o mercado não absorverá a todos, mas minimizará essas questões e haverá solução para um percentual de indivíduos e suas famílias. Talvez muitos acreditem que não é problema seu a dificuldade que milhares de vidas estão passando, assim como inúmeros gestores, mas quando ninguém é o responsável precisa haver cooperação de todos para a resolução ou minimização dos problemas, caso contrário, estes mesmos problemas poderão bater a sua porta e, aí, terá que solucioná-los sozinho. Não causamos a pandemia, mas, nada nos impede de cooperar para diminuir a dor e o sofrimento daqueles que foram mais atingidos e o poder público de priorizar a vida, saúde física e mental, a capacitação e estimular a geração de empregos.

Abraços a todos(as) e que Deus os(as) abençoe!

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