
O feminismo é, muitas vezes, interpretado erroneamente, porque as pessoas focam nas ações de alguns protestos e não no objetivo pretendido. Remonta a Revolução Francesa, 1789, em que postulava o mesmo acesso à educação formal que os homens. Algumas mulheres confrontaram a opressão sofrida pela mulher em escritos, mas, o movimento organizado só surgiu no século XIX. As mulheres de alta classe almejavam igualdade perante os homens de seu nível social. Já as de classe média desejavam acesso à educação formal, científico e empregos melhores, assim como os homens. Enquanto as operárias, sujeitas a baixos salários, condições de trabalho lastimável e acumulando serviço doméstico, ansiavam por melhores empregos e condições laborais. Entretanto, havia um ponto em comum, não podiam votar nem serem votadas.
A partir do entendimento que essa situação só mudaria mediante alterações legislativas, teve início o movimento sufragista. Em determinado momento ficou aguerrido, deixou de ser pacífico, passou a ser radical, com suas integrantes dispostas a serem presas e mortas pela causa. Posteriormente, veio a pauta da sexualidade feminina, estupro, violência doméstica, trabalho doméstico não remunerado, nos anos 1960. Em 1968, um protesto do Movimento de Libertação das Mulheres contrário ao concurso de beleza Miss América, a “queima de sutiãs”, que ficou famosa, usado para estereotipar o feminismo, gerando aversão e preconceito. A representatividade e a violência sexual permanecem em pauta. Também, combate formas de opressão como a assédio moral e sexual, a violência física, sexual e imposição de padrões de beleza.
O feminismo advoga a igualdade jurídica, política e social entre homens e mulheres. O feminismo reivindica que homens e mulheres sejam iguais perante a lei, em direitos, obrigações e oportunidades, sem distinção de qualquer natureza, garantindo os direitos políticos, trabalhistas, equiparação salarial, divisão do trabalho doméstico, à educação, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Enfim, igualdade política, jurídica e social entre homens e mulheres.
Muito precisa ser feito ainda, pois, a representatividade política da mulher é aquém do desejado; poucas mulheres ocupam posição de chefia, a média salarial das mulheres ainda é menor, o trabalho doméstico continua, majoritariamente, atribuído à mulher; a violência permeia todos os ambientes. Por outro lado, houve várias conquistas. No Brasil, as mais recentes são Lei Maria da Penha (2006), a Lei do Feminicídio (2015) e a Lei da Importunação Sexual (2018), mecanismos para o enfrentamento da violência contra a mulher. O alvo do feminismo é a igualdade de direitos, obrigações e oportunidades entre homens e mulheres, sem nenhuma espécie de distinção, e isso não deveria gerar repulsa ou preconceito em uma sociedade democrática.
Abraços a todos(as) e que Deus os(as) abençoe!
Coronel Audilene
