terça-feira, 12 maio, 2026
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Paraná é destaque internacional em proteção ambiental, energia renovável e redução de desigualdades

(Do Valor Econômico)

O Paraná é o único estado brasileiro integrante de estudo realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Na avaliação da entidade, o a unidade federativa se destaca internacionalmente em energia renovável, proteção ambiental e redução de desigualdades. O estudo da OCDE analisa como o estado atuou para aderir e aplicar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) ao longo dos últimos dois anos – foi uma forma de utilizar uma ferramenta para dar prosseguimento às políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável desde a década de 1990. Os ODS são uma agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável em setembro de 2015. É composta por 17 objetivos e 169 metas a serem atingidos até 2030. “Quando o Brasil assinou o documento, cabia aos estados cumprirem a sua parte. O Paraná aceitou esse desafio por entender que não há outra opção para gestores públicos que não seja utilizar a Agenda 2030 e seus 17 Objetivos como uma bússola para alinhar as políticas públicas”, explica Keli Guimarães, vice-presidente do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social do Paraná (Cedes). “Aderir aos ODS é aderir a qualidade de vida da população”.

Proteção ambiental

A OCDE não gerencia os ODS, que foram criados e são monitorados pela ONU. Mas, em seu estudo, buscou avaliar o desempenho do governo do Paraná na busca por implementar as agendas estabelecidas em 2015. A organização, que reúne 38 países membros, mantém um programa para auxiliar estados e municípios para alcançar os ODS. Ao dedicar um olhar para o Paraná, avalia que o estado brasileiro preserva bem a costa e os biomas, além de proporcionar água de qualidade para a população. Os moradores da região contam ainda com qualidade no ar: enquanto a meta mundial, estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), é que o nível médio anual de exposição a pequenas partículas (PM2,5) seja de até 10 µg/m³, o Paraná apresenta uma média de 9,2 µg/m³. O estado também atua no uso de energia sustentável. “Por volta de 94% da energia consumida no Paraná vem de fontes renováveis, mais que o dobro da média das regiões da OCDE, que fica em 41%”, informa Guimarães. “Enquanto o Estado tem 51% das áreas costeiras protegidas, o país tem 36% e a OCDE, 20%”. Além disso, a agricultura, focada no plantio direto e com a produção orgânica crescendo ano a ano, diferencia o país, além da educação, do mercado de trabalho e em indicadores econômicos, com uma performance que supera em mais de 70% a média brasileira. Ao ser alvo de um estudo da OCDE, que tem como slogan “Políticas Melhores para uma Vida Melhor”, o estado celebra uma oportunidade: “Temos ao nosso lado os melhores especialistas do mundo para avaliar nossos procedimentos e recomendar caminhos comprovadamente eficazes para atingirmos os resultados esperados”, avalia a vice-presidente do Cedes.

Ações futuras

Quanto ao futuro, a meta é levar energia renovável para locais remotos, e de modo acessível. O programa Paraná Energia Rural Renovável (RenovaPR), por exemplo, já atua nessa direção, apoiando a geração distribuída de energia elétrica a partir de fontes renováveis, em especial biomassa e energia solar, em unidades produtivas rurais paranaenses. Além disso, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) foi vencedora do 2º Prêmio Inovainfra 2021, com o projeto de usina solar no reservatório do Passaúna, em Curitiba. Inédito no setor de saneamento ambiental no país, o projeto recebeu investimento de R$ 1,6 milhão. “Precisamos envolver cada vez mais os governos, o setor privado, a academia e a sociedade civil na implementação da Agenda 2030. Em setembro, iniciaremos um Programa com a União Europeia voltado a cidades e estados. Trata-se de um programa estratégico com fortes componentes de inovação e sustentabilidade”, relata Keli Guimarães. “Com a OCDE, iniciaremos também em setembro a segunda fase do programa, que será voltada à criação de um plano de trabalho para implementar as recomendações recebidas”. E assim o estado trabalha para continuar avançando na agenda do desenvolvimento sustentável.

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