
(Da Folha de Londrina)
A Secretaria de Defesa Social teve que retirar 11 guardas municipais do patrulhamento de rua e colocá-los em postos fixos depois de uma decisão judicial. O juiz da 3ª Vara Criminal, Juliano Nanuncio, ordenou que os agentes não se aproximem em até 500 metros de algumas pessoas abordadas durante uma ocorrência de perturbação de sossego. O caso aconteceu em julho na Rua Jacarezinho, no conjunto São Lourenço, zona sul de Londrina. Elas protocolaram uma denúncia no Ministério Público e sustentaram que os GMs tinham sido truculentos.
Em entrevista coletiva, o secretário responsável pela pasta, Pedro Ramos, a Guarda Municipal foi chamada porque havia muita gente aglomerada na rua e algumas festas estariam acontecendo em casas do bairro. “Quando as viaturas chegaram, uma pessoa se apresentou como auxiliar de uma representante do Ministério Público e deu a chamada ‘carteirada’. Disse que os guardas estavam incomodando os participantes da festa e que nada de errado estava ocorrendo. Isso aflorou o nervosismo de outros parentes e houve um bate-boca”, disse.
Como os ânimos não foram amenizados, Ramos alegou que os GMs “tiveram que usar proporcionalmente a força”. Uma pessoa envolvida na briga foi presa por desacato e conduzida até a delegacia, assim como outras duas que estavam na residência. “Elas poderiam dizer se foram torturadas ou agredidas, mas a ocorrência se encerrou ali na Polícia Civil. Alguns dias depois, o Ministério Público pediu a documentação do caso, o que foi prontamente atendido”, explicou.
