
Quem conhece, como eu, boa parte da vida e obra de Assis Gurgacz, o fundador da FAG, a Fundação Assis Gurgacz que a partir de Cascavel mantém um ensino universitário de ótima qualidade – com dedicação à pesquisa também -, sabe que com ele ‘tudo é possível’.
Trata-se de um empreendedor nato, ao qual nada parece impossível; ou, como costuma dizer, segundo assessores seus – “a medida que separa possível do impossível é a vontade do homem”.
Por isso, não chego a me surpreender com informação postada em redes sociais pelo advogado Mário Roberto Maia, e que me chega via jornalista Cláudia Regina Gabardo: “Se der tudo certo, semana que vem começaremos a produzir a Fosfoetanolamina”.

A promessa, segundo a fonte, é de Gurgacz. E observa o advogado a propósito da rapidez da decisão e da capacidade de fazer do fundador de Assis Gurgacz:
“A Fundação Assis Gurgacz faz em uma hora aquilo que a USP leva uma semana inteira para concretizar, no que toca à medicação”.
A Fosfoetanolamina pode ser – pode ser – em muitos casos, a diferença entre a vida e a morte parta doentes afetados pelo câncer.
O FANTÁSTICO
Boa parte da grande aventura humana de Assis Gurgacz eu registrei no meu livro Vozes do Paraná 6, lançado em 2014 em Curitiba, em cuja noite de autógrafos Gurgacz fez-se representar pelo professor Sérgio de Angelis, o diretor geral da instituição universitária.
Gurgacz nasceu de uma família muito pobre, embora dona apenas de 16 alqueires de terra no interior de União da Vitória. O pai e ele – por ser o filho mais velho – tinham que tirar da pequena área para os 11 filhos e o casal.
SOZINHO
Assis cuidava do campo, administrava a chácara, plantava milho, trigo, cuidava de cabeças de gado. Até que, sozinho e vendo que um futuro zero poderia aguardar a família enorme, conseguiu permissão do pai para tentar o Oeste do Paraná. Foi para Cascavel, comeu o pão que o diabo amassou naqueles dias em que tudo começava, final dos 1950, na região.
Até que, pioneiro com ampla vocação de desbravador, já casado, foi trazendo pais e irmãos e acabou montando a primeira linha de ônibus regular para uma nova fronteira que se abria, Rondônia. E implantou linhas de ônibus na cidade e atendendo várias cidades do Oeste.
SÓ PRIMÁRIO
Gurgacz nunca conseguiu concluir o curso primário. Acabou montando um centro universitário, que investe em pesquisa em ciência e tecnologia, mantém um hospital, uma Faculdade de Medicina e dezenas de cursos de graduação e pós, além de rádio e televisão educativa. O campus da FAG é maior do que os maiores campi universitários de Curitiba.
A história de Gurgacz não se resume numa coluna, é legado impressionante que pede, urgente, uma biografia.
Hoje, esse homem profundamente temente a Deus – com a esposa que o ajudou a fundar o império –é suplente do filho no Senado. Um de seus orgulhos maiores.
Uma de suas lembranças mais vivas foi a de ter participado de audiência pública com o papa Francisco, no Vaticano. E mais contente ficou quando o papa lhe disse que conhecia Cascavel.
Ontem pela manhã tentei confirmar a possibilidade de o remédio contra o câncer ser produzido pela FAG.
Quem poderia informar a respeito, recebeu meu pedido.
