sexta-feira, 7 agosto, 2026
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ESTUDO DA FIOCRUZ INDICA ESTADOS EM QUE O SISTEMA SANITÁRIO JÁ COLAPSOU OU ESTÁ PARA COLAPSAR POR CAUSA DA COVID-19

(O Fato Maringá)

A edição extraordinária da Fiocruz, publica uma série histórica atualizada sobre ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no SUS, com dados obtidos em 8 de março de 2021. O estudo apresenta taxas verificadas desde 17 de julho de 2020, e tem como objetivo alertar para o cenário crítico do país. Os dados da pesquisa são das Secretárias Estaduais de Saúde e do Distrito Federal e das Secretárias de Saúde das capitais.

As taxas de ocupação são classificadas em zona de alerta crítico (vermelho) quando iguais ou superiores a 80%, em zona de alerta intermediário (amarelo) quando iguais ou superiores a 60% e inferiores a 80%, e fora de zona de alerta (verde) quando inferiores a 60%.

Vinte unidades federativas estão na zona de alerta crítica, com 13 delas apresentando taxas superiores a 90%: Rondônia, Acre,  Tocantins, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.

Vinte e cinco das 27 capitais do país estão com taxas de ocupação deleitos de UTI Covid-19 para adultos iguais ou superiores a 80%, sendo 15 delas superiores a 90%: Porto Velho (100%), Rio Branco (99%), Manaus (87%), Boa Vista (80%), Macapá (90%), Palmas (95%), São Luís (94%), Teresina (98%), Fortaleza (96%), Natal (96%), João Pessoa (87%), Recife (85%), Aracajú (86%), Salvador (85%), Belo Horizonte (85%), Vitória (80%), Rio de Janeiro (93%), São Paulo (82%), Curitiba (96%), Florianópolis (97%), Porto Alegre (102%), Campo Grande (106%), Cuiabá (96%), Goiânia (98%) e Brasília (97%). As outras duas capitais restantes estão com taxas superiores a 70%: Belém (75%) e Maceió (73%).

Considerando o quadro atual e a situação extremamente crítica no que se refere às taxas de ocupação de leitos UTI Covid-19, que apontam para a sobrecarga e mesmo colapso de sistemas de saúde, os pesquisadores reforçam a necessidade de ampliar e fortalecer as medidas não-farmacológicas envolvendo distanciamento físico e social, uso de máscaras e higienização das mãos. Nos municípios e estados que já se encontram próximos ou em situação de colapso, a análise destaca a necessidade de adoção de medidas de supressão mais rigorosas de restrição da circulação e das atividades não essenciais.
Além disso, é necessário o reforço da atenção primária e das ações de vigilância, que incluem a testagem oportuna de casos suspeitos e seus contato.

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