“Traidora da pátria”, “anticristã”, “terrorista ecológica”. Estes são alguns dos termos usados pelos conservadores poloneses para atacar a escritora Olga Tokarczuk, vencedora do mais recente Nobel de Literatura e assunto de capa da edição de maio do jornal Cândido, editado pela Biblioteca Pública do Paraná. No especial do mês, o jornalista e tradutor Irinêo Baptista Netto explica por que Olga desagrada parte de seus compatriotas e analisa o romance Sobre os Ossos dos Mortos, seu único título disponível no Brasil. Em outro texto, Netto ainda discute a natureza do Nobel, seus critérios de premiação e as razões de seu prestígio.