Assessoria – O câncer de próstata é um dos mais incidentes no Brasil. Entre os homens, este é o tipo mais frequente, atrás apenas do câncer de pele e à frente dos tumores de pulmão e intestino. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que, entre 2026 e 2028, o país deve registrar 77.920 novos casos de câncer de próstata por ano.
Envelhecimento, estilo de vida e fatores genéticos estão entre os principais elementos associados ao desenvolvimento da doença. De acordo com o urologista Fernando Meyer, médico cooperado Unimed Curitiba, a adoção de hábitos saudáveis e o acompanhamento médico regular contribuem para redução de riscos e para o diagnóstico precoce.
“Não existe uma forma de prevenir completamente o câncer de próstata, mas obviamente nós podemos adotar algumas medidas que ajudam a reduzir o risco e promover a saúde. Praticar exercício físico regularmente, ter uma alimentação rica em legumes e frutas, evitar o tabagismo e bebida alcoólica, isso tudo é fundamental”, explica.
Sintomas e diagnóstico
Nas fases iniciais, o câncer de próstata costuma ser silencioso. Quando surgem, os sintomas podem incluir alterações urinárias, presença de sangue na urina ou no sêmen, dor durante a ejaculação, disfunção erétil e dores persistentes na região da pélvis, dos quadris, das coxas ou da parte inferior das costas.
Ainda que seja mais frequente após os 50 anos, o câncer de próstata tem avançado entre homens mais jovens. Dados do Ministério da Saúde mostram que os atendimentos realizados pelo SUS para homens de até 49 anos cresceram 32% entre 2020 e 2024, passando de 2,5 mil para 3,3 mil procedimentos.
Para o urologista da Unimed Curitiba, o aumento da procura por atendimento pode estar relacionado a uma maior conscientização sobre a saúde masculina. Ainda assim, barreiras culturais e preconceitos em torno do exame de toque retal seguem afastando os homens dos consultórios, especialmente aqueles que costumam buscar ajuda médica apenas diante de sintomas mais evidentes.
O exame de toque retal, defende o médico, é um procedimento rápido e importante para a avaliação da próstata, permitindo identificar alterações no tamanho, na textura e na anatomia da glândula. Associado ao exame de dosagem do exame de sangue PSA, ele contribui para uma avaliação mais completa do paciente.
“É importante que, especialmente a partir dos 40 anos, os homens procurem um urologista para avaliação e acompanhamento. Quando o diagnóstico acontece de forma precoce, as chances de sucesso no tratamento são maiores”, afirma o especialista.
