
A justiça federal considerou estranho que tantos líderes religiosos tenham estado na relação de ministros de cultos diversos que vinham frequentando a cela de Lula, na Polícia Federal, à guisa de oferecer-lhe assistência espiritual.
Por isso, a juíza federal a que cabe atender às condições de prisão de Lula em Curitiba, acabou com essa pluralidade religiosa. Como também despachou contra a possibilidade de Fernando Haddad continuar frequentando a cela do ex-presidente na condição e advogado de Lula.
A juíza não considera Haddad como advogado de Lula e limitou as suas visitas ao preso. Fica sujeito, doravante, às restrições impostas a outros visitantes, quanto a dias e horas.
NOVO CAMINHO POSSÍVEL
Não faço a defesa de Lula.
Opino, no entanto, que o ex-presidente, que se mostra muito bem servido, com frequência, por um pai de santo, do candomblé, tem todo direito a uma variada experimentação religiosa, tal como o vem fazendo.
Afinal, o sobrenatural e o transcendental que os visitantes proclamam a Luiz Ignácio é coisa séria, comporta muita e demorada experimentação.
DIREITOS HUMANOS?
Arrisco a dizer: dentro dessa linha de argumentação, os advogados de Lula poderão ter sucesso na justiça. O poderão mesmo desfraldar uma boa bandeira, a dos chamados direitos humanos, assunto tão caro na linguagem petista.
Em adendo: Sei, por ter ouvido do arcebispo Dom José Antonio Peruzzo, que o pároco de Santa Cândida está escalado para assistência a Lula, quinzenalmente.
