segunda-feira, 29 junho, 2026
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Joatan troca magistratura pela poesia

Joatan Marcos de Carvalho: uma raridade no Brasil; Luiz Fernando de Queiroz: editor da Bonijuris
Joatan Marcos de Carvalho: uma raridade no Brasil; Luiz Fernando de Queiroz: editor da Bonijuris

“Não me falta nem me sobra nada.
Não me faltam desejos nem me sobram renúncias”.

Este belo poetar acima é de Joatan Marcos de Carvalho, desembargador jubilado do TJ-PR.

Joatan, há menos de dois anos, teve a coragem neste país em que quase todos buscam “segurança num bom cargo público”, de deixar a sólida posição na magistratura, dez anos antes do tempo para aposentadoria compulsória.

CUIDANDO DA ESCOLA

Joatan é raridade maior ainda porque deixou da magistratura para se embrenhar em duas atividades que só reforçam o respeito que tenho por esse tipo humano raro: a literatura e a dedicação – “pro Bono”, de graça –à Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (ENFAM), criada pela emenda constitucional 46, de 2005.

PASSA ORIENTAÇÕES

Na escola faz um trabalho que ele classifica de “meio diplomático”, visitando as escolas de magistratura do país. Sua missão é a de atuar na orientação e disciplinamento das instituições formadoras de magistrados. Trabalho compromissado com o futuro.

TEMPO DE POETAR

No momento, entre uma viagem e outra pelo Brasil longínquo, em atendimento à nova missão, Joatan cuida do mais consistente alimento de seu espírito, a literatura.

Assim acha tempo para avaliar, por exemplo, resultado dessa dedicação mais ampla à sua poesia, examinando, por exemplo, a repercussão de seu mais recente livro, “Poema que vale a pena”.

HELENA KOLODY

E, ao mesmo tempo, vai “apostando tudo” no forte projeto editorial que comanda para a Editora Bonijuris (de Luiz Fernando Queiroz): a Coleção Helena Kolody, que compreenderá a publicação de 20 livros de poetas do Paraná. Um trabalho que já entra na história da vida cultural do Paraná.

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