segunda-feira, 29 junho, 2026
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Opinião de Valor: Oriente Médio violento

Antenor Demeterco Junior (*)

Jerusalém
Jerusalém

É muito difícil para leigos compreender os acontecimentos no Oriente Médio, região em permanente tensão, e onde existe uma resistência tenaz em se admitir o óbvio.

O Congresso Americano aprovou em 1995 o “Jerusalém Embassy Act”, ou seja, a mudança da embaixada americana para cidade onde há anos funcionam os três poderes do país judeu.

Como prometeu em campanha eleitoral o presidente Trump referendou tal decisão.

O resultado não demorou a se fazer valer: 50 palestinos mortos e 2 mil feridos.

O fato desencadeador da violência já era conhecido há mais de 20 anos.

LAR NACIONAL JUDEU

Israel se define por lei (o que já é) como “Estado – nação judeu”, ou seja, o Estado de Israel como “in verbis” “o lar nacional do povo judeu” (simplesmente a repetição dos termos da centenária Declaração Balfour).

Tal definição não deveria surpreender, pois tal Estado, seguramente, não foi criado e previsto para brasileiros ou outros povos estranhos a grei judaica

DECLARAÇÃO BALFOUR

Há 100 anos a Declaração Balfour (de 02 de novembro de 1917), de Arthur James Balfour, secretário britânico dos Assuntos Estrangeiros, prometeu apoiar “o estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o povo judeu”, sem prejudicar direitos civis e religiosos (não os políticos) de não judeus ali habitantes.

POR ANTECIPAÇÃO

Historicamente e em tempos atuais a diretriz política seguida pelos acontecimentos é perfeitamente conhecida por antecipação.

Torna-se, consequentemente, inexplicável que jovens sejam insuflados em protestos a enfrentar um exército moderno, e sejam oferecidos em sacrifício inócuo, contra iniciativas que não são recentes.

Fora do entendimento parece não haver solução para a região, não podendo o reconhecimento da feição judaica do Estado criado para judeus ser desprezada.

ACEITAR O ÓBVIO

A aceitação do óbvio, a nós leigos, seria o primeiro passo para a paz, mais o desencadear de iniciativas que elevem o nível da população não judaica regional.

Refugiados amontoados em acampamentos permanentes estão prontos para qualquer malfeito, especialmente quando monitorados por extremistas.

GERAÇÕES PERDIDAS

Gerações continuam a ser perdidas em inconformismos violentos sobre assuntos requentados e que há muitas décadas deveriam ter sido solucionados.

Trump com suas atitudes, ao que tudo indica, afastou o explosivo assunto Jerusalém da mesa de negociações. Resta saber se esta continuará a existir.

(*) ANTENOR DEMETERCO JUIOR: advogado; desembargador aposentado do TPR; especialista em História do Século 20.

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