sábado, 27 junho, 2026
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UMA MULTIDÃO SENTOU NO “MAPA DO PARANÁ” NA POSSE DE CIDA

Assinando a ata de posse. (Foto: Arnaldo Alves / ANPr.)
Assinando a ata de posse. (Foto: Arnaldo Alves / ANPr.)

“Erbo Stenzel morreu magoado porque indesculpavelmente a sua escultura de tantas polêmicas históricas, Mulher Nua, acabou sendo colocada ao lado do Homem Nu, na Praça 19. A Praça não é o lugar dela”, me adverte Fábio Campana, no começo da tarde de sexta, 6, quando conversávamos sobre as centenas de pessoas que passaram a manhã sentadas sobre o Mapa do Paraná, nos jardins do Palácio Iguaçu.

Eram parte de uma multidão de milhares que acorreram à posse de Cida Borghetti. Uma cena que nunca víramos antes com tal magnitude. Nem nos tempos em que a Mulher Nua ainda “habitava” aquele espaço nos fundos do Palácio.

A lição de história da arte paranaense de Campana vem em meio à minha exclamação: “Nunca vi tanta gente em posse de governador”, afirmei.

CALORÃO E SOM

Em seguida, diante de duas reclamações pelo calorão e falta de acústica do hall do Palácio que quase toldaram o brilho da manifestação de apoio à governadora -, Campana concordou comigo: o local é péssimo, não tem acústica e vira um forno. A solução teria sido fazer a festa nos próprios jardins do `Palácio, como foi a primeira posse de Jaime Lerner.

FESTA RARA

À parte essas singularidades, Cida e Beto Richa foram naturalmente o centro de atenções de uma festa rara… Especialmente Cida foi o objeto maior da manhã de posse, depois da solenidade na Assembleia Legislativa.

Como exemplo, cito que só de Maringá vieram 10 ônibus lotados de fiéis amigos da a governadora; um avião de carreira trouxe outra parte dos que se deslocaram da chamada “Cidadã Canção” para a festa, assim como dezenas de carros. De Caçador, SC, onde Cida Nasceu, vieram 5 ônibus.

ORGANIZADA

De qualquer forma, correu todo resto muito bem (afora, é claro, quase ninguém ter entendido as falas pelos problemas citados). Gente do Cerimonial, como a jovem Elis, deram exemplo de eficiência, conduzindo os convidados que, não sendo autoridades escolhidas para ficar no espaço do palanque de posse, tiveram direito a cadeiras no primeiro andara, espaço de visão privilegiada da cerimônia, como ocorreu comigo. O pessoal da PMEP, da segurança que atua no Palácio, com a proverbial atenção ia atendendo às dificuldades e indagações dos convidados.

LONGOS DISCURSOS

Tanto Beto Richa quanto Cida fizeram longos discursos. Richa prestou contas de seu governo, garantindo – pelo que pude entender – que entregava o Governo com o “Paraná transformado em canteiro de obras”.

Beto fez questão de acentuar as partes mais salientes de seu legado.

Cida, sem ler discurso, comunicou-se com o seu melhor dom: a fala coloquial, transferindo convocações de otimismo e palavras de estímulo.

Suas primeiras nomeações privilegiaram a Casa Civil, que temporariamente deixou com Silvio Barros (e que depois deverá ser ocupada por Dilceu Sperafico) e a coronel PMP Audilene, que passou a ser a primeira mulher a comandar a Polícia Militar do Paraná. Tudo sob muitos aplausos.

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano será o endereço definitivo de Barros.

BEBÊ DA FESTA

O mais novo rebento, neto da família de Beto e Fernanda Richa, um menino, filho de Marcello, passou de colo em colo: ficou a maior parte do tempo com Fernanda e ganhou “passeio” e carinhos de Cida e outros.

PAI NOSSO UNÍSSONO

A multidão presente fez silêncio quase absoluto quando foi anunciada a oração que o arcebispo de Curitiba, Dom Peruzzo, iria fazer. Ele falou pouco e bem (como sempre). Quando convocou a oração do Pai Nosso, houve um mar de mãos levantadas em prece. Até o secretário Silvio Barros, adventista, deu mostras de que estava também orando.

Um pastor evangélico também conduziu preces.

MEURER DE BOM HUMOR

Em meio às minhas andanças para achar minha cadeira, encontrei o deputado federal Nelson Meurer, que cheguei a confundir com alguém da segurança. Desfeito o equívoco, falamos rapidamente sobre o país de tantos conflitos. Ele lamentou, como eu, que o país esteja se transformando numa república de “procuradores”. Não escondeu estar na mira de homens e mulheres da PGR, “depois de sete mandatos”.

Injustamente, disse.

Já a vice-prefeita de Antonina, dona Valéria, ia distribuindo balas de banana, produto de sua terra. Soube, por terceiros, que logo ela poderá assumir a Prefeitura.

GRANDE ALMOÇO

Quando sai do Palácio, ao final da posse, depois de ter cumprimentado Cida, fui convidado por alguém de Maringá a participar do almoço em torno de Cida num grande restaurante de Santa Felicidade.

Agradeci. Sai abastecido de novos ânimos e esperanças em relação ao futuro do Paraná, com Cida e a grande corrente de paranaenses que se firma em torno dela.

O primeiro discurso como governadora. (Foto: Arnaldo Alves / ANPr.)
O primeiro discurso como governadora. (Foto: Arnaldo Alves / ANPr.)
Passando em revista a tropa da PM (Foto: Arnaldo Alves / ANPr.)
Passando em revista a tropa da PM (Foto: Arnaldo Alves / ANPr.)
Com o marido, ex-ministro Ricardo Barros, junto ao povo que acompanhou sua posse (Foto: Arnaldo Alves / ANPr)
Com o marido, ex-ministro Ricardo Barros, junto ao povo que acompanhou sua posse (Foto: Arnaldo Alves / ANPr)
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