
Carlos Harmath não me surpreende: já o sabia um ser especial, alguém que conhece as entranhas do mundo que nos cerca, dono de uma capacidade especialíssima de sintetizar realidades. E que assim age como homem raro, valendo muito além de seus títulos de médico psiquiatra, professor, pesquisador, neurologista, analista jungiano e membro de sociedades internacionais de psiquiatria; e sendo, ao mesmo tempo, avis rara no domínio – domínio mesmo, não é força de expressão – de muitos saberes: das ciências médicas às sociais, da literatura clássica à prosa e à poesia universais modernas, a Física, a Matemática, a Astrofísica…
Ele pode prelecionar, com sapiência, sobre quase tudo, como poucos, neste mundo de Deus. Até sobre roteiros transcendentais que a alma humana esconde.
CANTO DA VIDA
Até por isso tudo, me sinto na obrigação de falar de uma de suas obras recentes, o livro “Cantos e Cantos esparsos da Vida” – poemas -, preciosa edição de Jubal Sergio Dohms, reconhecidamente um dos mais competentes artistas gráficos do Paraná.

Não sou crítico literário. Orgulho-me, tão somente, de ser um leitor exigente, caracterizado por certa finesse na escolha de minhas leituras, sob as quais, naturalmente, deito minhas observações essenciais.
UM ESPECIALISTA
Foi assim, que acabei, em poucas horas, tomado por uma plenitude de vida, ao me ‘embebedar’ da poesia de Carlos Harmath, a quem Jubal chama de “especialista em coração, cheio de mente”.
BARCO DA ETERNIDADE
Sinto-me compelido a sugerir que o leitor acompanhe “O barco da eternidade”, que está na página 42:
EM CADA ESTAÇÃO
“O barco da eternidade aporta para buscar
Os viandantes que rumam
Ao infinito, à eternidade
Estação, retorna!
Os viajores se
Afastam indefinidamente…
E não mais retornam…
De suas existências
Até as lembranças vão
Perdendo-se
Nas brumas do tempo!

