terça-feira, 12 maio, 2026
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HARMATH E BARREIROS ORDENAM CONVOCAÇÕES POÉTICAS À VIDA

Carlos Harmath: multiplicidade de saberes
Carlos Harmath: multiplicidade de saberes

Carlos Harmath não me surpreende: já o sabia um ser especial, alguém que conhece as entranhas do mundo que nos cerca, dono de uma capacidade especialíssima de sintetizar realidades. E que assim age como homem raro, valendo muito além de seus títulos de médico psiquiatra, professor, pesquisador, neurologista, analista jungiano e membro de sociedades internacionais de psiquiatria; e sendo, ao mesmo tempo, avis rara no domínio – domínio mesmo, não é força de expressão – de muitos saberes: das ciências médicas às sociais, da literatura clássica à prosa e à poesia universais modernas, a Física, a Matemática, a Astrofísica…

Ele pode prelecionar, com sapiência, sobre quase tudo, como poucos, neste mundo de Deus. Até sobre roteiros transcendentais que a alma humana esconde.

CANTO DA VIDA

Até por isso tudo, me sinto na obrigação de falar de uma de suas obras recentes, o livro “Cantos e Cantos esparsos da Vida” – poemas -, preciosa edição de Jubal Sergio Dohms, reconhecidamente um dos mais competentes artistas gráficos do Paraná.

Jubal S. Dohms: ofício de editor
Jubal S. Dohms: ofício de editor

Não sou crítico literário. Orgulho-me, tão somente, de ser um leitor exigente, caracterizado por certa finesse na escolha de minhas leituras, sob as quais, naturalmente, deito minhas observações essenciais.

UM ESPECIALISTA

Foi assim, que acabei, em poucas horas, tomado por uma plenitude de vida, ao me ‘embebedar’ da poesia de Carlos Harmath, a quem Jubal chama de “especialista em coração, cheio de mente”.

BARCO DA ETERNIDADE

Sinto-me compelido a sugerir que o leitor acompanhe “O barco da eternidade”, que está na página 42:

EM CADA ESTAÇÃO

“O barco da eternidade aporta para buscar

Os viandantes que rumam

Ao infinito, à eternidade

 

96-livro - Cantos e Cantos esparsos da Vida -inclinadoO barco à terra, em cada

Estação, retorna!

 

Os viajores se

Afastam indefinidamente…

E não mais retornam…

De suas existências

Até as lembranças vão

Perdendo-se

Nas brumas do tempo!

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