segunda-feira, 12 outubro, 2026
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Entre Espaço: Curitiba é acessível para quem?

Por Sumi Costa – Uma cidade planejada também precisa ser uma cidade que permita chegar. Entre a porta de casa e o destino, uma calçada interrompida, um desnível ou um equipamento de embarque sem funcionamento pode impedir uma consulta, comprometer a jornada de trabalho ou inviabilizar um passeio. Para Tatiana Moura, especialista em acessibilidade arquitetônica e atitudinal, Curitiba apresenta avanços, mas ainda precisa aproximar sua reputação urbanística da experiência de quem enfrenta essas barreiras. “A reputação de cidade planejada precisa se refletir na vida real: na possibilidade de sair de casa, trabalhar, estudar, utilizar serviços e aproveitar os espaços públicos com autonomia”, afirma. Em sua avaliação, plataformas desativadas, obstáculos nas calçadas e sinalização tátil que conduz a trechos inseguros revelam dificuldades que exigem manutenção, fiscalização e escuta dos usuários.

Essa discussão chega diretamente à arquitetura: um edifício com rampas, elevadores e sanitários acessíveis pode continuar fora do alcance de parte do público se o caminho até a entrada apresentar obstáculos. Um poste na faixa de circulação, a inclinação da calçada provocada pelo acesso de uma garagem ou uma travessia sem continuidade interrompem a experiência antes mesmo da porta. “Para quem se desloca, todo esse caminho faz parte da mesma experiência. A pessoa precisa conseguir chegar, entrar e utilizar o ambiente com segurança, autonomia e dignidade”, observa Tatiana. Nos projetos que desenvolve e nas consultorias que presta pela CAVI, a especialista defende que essas questões sejam consideradas desde a concepção, permitindo integrar soluções e evitar reformas e despesas posteriores.

Dentro dos ambientes, o cuidado aparece na circulação entre os móveis, na facilidade para abrir portas, no alcance dos comandos, na clareza das informações e na existência de lugares para descansar. O envelhecimento e a diversidade de condições físicas, sensoriais e cognitivas ampliam o que um projeto precisa contemplar, incluindo iluminação adequada, alternativas de comunicação e espaços com menos estímulos. São decisões que também devem acompanhar as mudanças vividas pelos moradores ao longo dos anos. Para Tatiana, qualidade estética e acessibilidade podem compor a mesma proposta arquitetônica. “Corrimãos, barras de apoio, sinalização e outros elementos podem ser elegantes e integrar a proposta arquitetônica”, destaca, ressaltando que a escolha de cores, materiais e acabamentos deve preservar segurança, contraste e facilidade de uso.

A continuidade desse cuidado depende de quem administra e utiliza os espaços. Um banheiro acessível transformado em depósito, um acesso trancado ou um equipamento sem manutenção anulam soluções previstas no projeto. No atendimento, a exclusão também aparece quando a conversa se dirige somente ao acompanhante ou quando uma necessidade é desconsiderada por não ser visível. Capacitar equipes, manter os recursos disponíveis e ouvir quem encontra dificuldades são medidas essenciais para que a acessibilidade funcione no cotidiano. “Também precisamos superar a frase ‘aqui não há pessoas com deficiência’. Talvez elas não estejam ali justamente porque encontram barreiras para chegar e permanecer”, alerta Tatiana. A provocação oferece um critério para olhar Curitiba e seus edifícios: quem consegue participar dos espaços que a cidade constrói?

Lugar de criança também é no projeto

Brinquedoteca Queen Victoria. Crédito: Daniel Katz

Quem disse que construtora também não pensa em criança? Neste 12 de outubro, nada como olhar para projetos que reservam aos pequenos espaço para brincar, imaginar e conviver. Nos empreendimentos Queen Victoria, Chateau Carmelo e Windsor Gardens, da Construtora San Remo, as áreas infantis integram a experiência de morar, com atenção às necessidades das famílias. No Queen Victoria, no Ecoville, casinhas de madeira, passarelas, escorregadores e parede de escalada convidam ao movimento e à exploração. Já no Chateau Carmelo, no Batel, mini cozinha, lojinha e espaços para desenho e leitura abrem caminhos para o faz de conta. Com interiores das áreas comuns assinados por Jayme Bernardo, os dois residenciais mostram como arquitetura e brincadeira podem compartilhar o mesmo projeto.

Essa atenção também está presente no recém-lançado Windsor Gardens, no Batel, com 19 apartamentos e interiores das áreas comuns assinados por João Armentano. “Nossas brinquedotecas são pensadas para acolher a infância com leveza, imaginação e liberdade”, afirma Aline Moritz Perussolo Soares, diretora de marketing da San Remo. Mais do que reunir brinquedos, projetar esses ambientes significa considerar diferentes ritmos: o momento de correr e explorar, a pausa para desenhar e a oportunidade de encontrar outras crianças. Afinal, pensar a moradia a partir da infância também é criar espaço para as descobertas e as memórias que acompanham o crescimento.

Ecco reúne espaço e conforto no Ecoville

Ecco, empreendimento entregue pela Porto Camargo no Ecoville. Divulgação

Em um mercado que registrou alta de 50,1% nas vendas de apartamentos novos em Curitiba entre abril e junho, segundo levantamento da Brain apresentado pela Ademi-PR, a Porto Camargo marcou para 6 de outubro a entrega do Ecco, no Ecoville. Assinado pela Proa Arquitetura, o projeto reúne apartamentos de três quartos, com plantas de 109 a 181 m², além de gardens e coberturas. Varandas com churrasqueira a carvão, janelas amplas, vidros duplos nos quartos e piso aquecido nos banheiros traduzem a atenção ao conforto cotidiano. “No Ecco, procuramos reunir espaços generosos, conforto e soluções que façam diferença na rotina de quem vai morar no empreendimento”, afirma Diogo Linhares Camargo, diretor da incorporadora.

A proposta se estende às áreas compartilhadas, com bosque privativo, piscina, espaço gourmet, academia, espaço kids e pet place, além de sala de reuniões e ambiente para recebimento de entregas. O empreendimento também contempla reaproveitamento de água da chuva e infraestrutura para abastecimento individual de carros elétricos, incorporando necessidades que ganham espaço nos projetos residenciais. “A entrega é o momento em que aquilo que foi apresentado no projeto passa a fazer parte da vida das pessoas”, diz Rodrigo Linhares Porto, diretor da Porto Camargo. Entre a privacidade dos apartamentos e os espaços de convivência, o Ecco aposta em uma arquitetura que acomoda diferentes usos e momentos da rotina.

Aluguel ou casa própria? A decisão começa nas contas

Com o aluguel pesando no orçamento, a compra do primeiro imóvel volta a entrar nos planos de muitas famílias. A comparação, porém, exige olhar além do valor da prestação: renda, entrada disponível, condições de crédito e tempo de permanência no imóvel ajudam a definir se a mudança faz sentido. Na Lyx Participações e Empreendimentos, que atua no segmento do Minha Casa, Minha Vida no Sul do país, essa avaliação tem ganhado espaço entre os consumidores. “A primeira pergunta é quanto a família já compromete todos os meses com moradia. A partir daí, é possível verificar renda, FGTS, subsídios e qual seria a prestação de um imóvel próprio”, afirma Paulo Antônio Kucher, vice-presidente comercial da incorporadora.

Para quem atende aos critérios dos programas habitacionais, o uso do FGTS e os subsídios disponíveis podem facilitar a aquisição, especialmente ao reduzir a dificuldade de reunir a entrada. No Paraná, o Casa Fácil Paraná também integra as alternativas que merecem ser consideradas na simulação. A conta precisa incluir, ainda, despesas como condomínio, impostos e manutenção, para que a conquista caiba no orçamento ao longo do tempo. “Não existe uma resposta única sobre comprar ou alugar”, ressalta Kucher. Mais do que trocar uma despesa mensal por outra, a decisão envolve planejar uma moradia compatível com a realidade e os próximos passos da família.

Antes das chaves, um apartamento à medida da rotina

Opção de personalização do lavabo do empreendimento Átrio, no Ecoville

Sete em cada dez clientes da Plaenge em Curitiba escolhem adaptar o apartamento ainda durante a construção, aproximando o projeto da rotina de quem vai morar nele. Criado em 2022, o Plaenge Personalize registra adesão média de 71% e permite modificar plantas, acabamentos e instalações, incluindo pontos elétricos, infraestrutura para ar-condicionado e piso aquecido. As possibilidades dependem das características do empreendimento e do estágio da obra: quanto mais cedo as escolhas são feitas, maior a margem para ajustes. “O processo é conduzido por uma equipe especializada, que avalia a viabilidade técnica das solicitações e apoia o cliente na definição das soluções mais adequadas para o imóvel”, explica Georgia Ferreira, engenheira civil e gerente de atendimento ao cliente da Plaenge em Curitiba.

A personalização durante a obra também permite antecipar necessidades e reduzir intervenções depois da entrega das chaves. Foi o que motivou o empresário Igor Vinicius Habovsky, de 33 anos, a ajustar pontos elétricos, piso e localização do ar-condicionado com base no projeto desenvolvido por uma empresa de arquitetura. Como trabalha em casa, um dos quartos será transformado em escritório, com as instalações preparadas para essa função. “Assim, vamos evitar ter que refazer tudo futuramente. O tempo de ajustes após a entrega será reduzido, e isso é muito importante para nós”, afirma. A experiência mostra como decisões tomadas na construção podem aproximar a planta original dos usos reais de cada ambiente, combinando conforto, funcionalidade e planejamento.

Pautas e contatos colunaentreespacos@gmail.com

*Formada em Relações Públicas e Jornalismo pela UFPR, Sumi Costa atua em Assessoria de Imprensa desde 1997. Com trajetória consolidada na comunicação institucional e produção de conteúdo, assina esta coluna voltada a projetos criativos, novos produtos, tendências do morar e os bastidores do setor imobiliário.

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