sexta-feira, 11 setembro, 2026
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Espiritualidade sem religião: o que muda na busca por sentido

Negócios & Gente por Aline CambuyNão ter religião não significa necessariamente não acreditar em Deus. Tampouco significa abrir mão da espiritualidade. No Brasil, os dois fenômenos convivem e ajudam a revelar uma mudança na maneira como parte da sociedade se relaciona com a fé, o sagrado e a busca por sentido.

Uma pesquisa internacional do Pew Research Center mostra que, entre os brasileiros que não possuem filiação religiosa, 92% dizem acreditar em Deus e 65% afirmam acreditar que existe algo espiritual além do mundo natural, mesmo que não possa ser visto. O levantamento ouviu adultos de 22 países e mostra que a ausência de vínculo institucional com uma religião não implica, necessariamente, o abandono de crenças relacionadas à transcendência.

O cenário acompanha uma transformação no perfil religioso brasileiro. Segundo o Censo 2022 do IBGE, 9,3% da população de 10 anos ou mais declarou não ter religião, ante 7,9% em 2010. No mesmo período, a proporção de católicos caiu de 65,1% para 56,7%.

Mais do que uma mudança nos números, o fenômeno revela novas formas de se relacionar com questões que tradicionalmente estiveram associadas à religião. Para algumas pessoas, espiritualidade está relacionada a propósito, autoconhecimento, conexão, valores e significado para a própria existência — experiências que podem ou não estar vinculadas a uma instituição religiosa.

A discussão também se aproxima de temas cada vez mais presentes no cotidiano, como saúde emocional, bem-estar e qualidade de vida. Em uma sociedade marcada por excesso de informação, aceleração e incertezas, perguntas sobre propósito e sentido ganham espaço e atravessam diferentes áreas da vida.

Divulgação

É nesse contexto que o líder espiritual Prem Baba propõe uma reflexão sobre “Espiritualidade sem religião” durante o IX Congresso Internacional de Felicidade, que será realizado nos dias 14 e 15 de novembro, no Centro de Eventos Positivo, em Curitiba. A proposta é discutir o lugar da espiritualidade em uma sociedade mais plural e menos vinculada a estruturas religiosas tradicionais.

A participação de Prem Baba integra uma programação que reúne diferentes perspectivas sobre felicidade, comportamento, propósito e relações humanas. Entre os convidados estão também Daniel Goleman, psicólogo norte-americano e autor de Inteligência Emocional; Lúcia Helena Galvão, filósofa e escritora; Rossandro Klinjey, referência em saúde emocional e relações humanas; Elisama Santos, escritora e psicanalista; Dasho Karma Ura, estudioso da Felicidade Interna Bruta; Sérgio Felipe de Oliveira, médico e neurocientista; e Jorge Trevisol, doutor em educação, mestre em psicologia e em espiritualidade, filósofo e teólogo.

A discussão sobre espiritualidade sem religião, portanto, vai além da questão de pertencer ou não a uma instituição. Ela toca uma pergunta mais ampla e bastante contemporânea: como as pessoas constroem sentido para a própria vida em um mundo no qual antigas referências convivem com novas formas de compreender a existência?

Talvez não haja uma resposta única. Mas o próprio fato de essa pergunta ganhar espaço mostra que, mesmo quando mudam as formas de acreditar, a busca por significado continua fazendo parte da experiência humana.

Mais informações sobre o IX Congresso Internacional de Felicidade podem ser conferidas no site.

Se você conhece uma história inspiradora de gente ou de uma empresa que mereça ser contada, ou se tem uma sugestão de tema que gostaria de ver por aqui, escreva para negociosegente@gmail.com. Vai ser um prazer te ouvir!

*Aline Cambuy é jornalista com mais de 20 anos de experiência e atua na área da comunicação empresarial. Estudante de Psicologia, une seu olhar crítico e humano para construir narrativas que conectam pessoas e negócios.

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