segunda-feira, 15 junho, 2026
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Entre Espaços: Sève abre programação da Curitiba Art Week

Por Sumi Costa – Curitiba já começou a viver o clima da 16ª Bienal Internacional de Curitiba antes de sua abertura oficial. Entre os dias 9 e 16 de junho, a Curitiba Art Week transforma a cidade em um grande circuito de arte contemporânea, reunindo galerias, museus, ateliês e espaços culturais em uma programação que aproxima artistas, colecionadores e público. A iniciativa, que sucede o tradicional Circuito de Galerias da Bienal, reforça a vocação da capital paranaense como um dos principais polos culturais do país.

Entre os destaques da programação está a exposição “INTERLÚDIO Sève“, inaugurada pela Sève Art Galeria, no Batel. Inspirada pelo tema Limiares“, que orienta a edição 2026 da Bienal, a mostra convida o visitante a percorrer um território de transição entre matéria, silêncio e percepção. Com curadoria desenvolvida pelo Núcleo Sève, a exposição reúne obras que estimulam uma experiência sensorial e contemplativa, propondo um diálogo aberto entre arte e observador. Entre os trabalhos apresentados, chama atenção “Abismo Azul”, de Leila Versetti, uma pintura de grande formato que transforma a cor em experiência imersiva e convida o público a construir seus próprios significados.

Além da mostra em sua sede, a Sève amplia sua presença na Curitiba Art Week ao integrar a exposição coletiva “Mapa Aberto”, realizada no Salão Brasil da Prefeitura de Curitiba, com obras dos artistas Nani Silveira e Carlos Januário. Criada em 2022 pelas arquitetas Helena e Letícia Rolim Moura, a galeria vem consolidando seu papel na valorização da produção artística contemporânea brasileira. Sua participação na Bienal reafirma o compromisso de aproximar a arte do cotidiano, fortalecer a cena cultural local e ampliar as possibilidades de encontro entre artistas, obras e público.

O imóvel virou experiência:  leve, atual e conceitual

Mais do que localização privilegiada e arquitetura de qualidade, os empreendimentos residenciais começam a disputar a atenção dos compradores por um novo atributo: a experiência. Em Curitiba, essa transformação já pode ser observada no crescimento dos imóveis voltados para short e long stay, especialmente os estúdios e apartamentos compactos, que chegam ao mercado acompanhados de serviços, conveniência e gestão profissional. A tendência acompanha uma mudança global no conceito de moradia, aproximando cada vez mais os universos da habitação e da hotelaria.

Ana Wippel, gerente de marketing da Zireh, Henry Fuckner diretor da Zireh, Silvia Soares, diretora de incorporação da Piemonte, Elias Rodrigues, diretor presidente da HCC Hospitality, Henrique Fuckne, coordenador de incorporação da Zirehr e Maria Cecília, gerente de marketing da HCC Hospitality. Divulgação

Os números ajudam a explicar esse movimento. Segundo levantamento da Spherical Insights, o mercado brasileiro de apartamentos com serviços, estimado em US$ 6,55 bilhões em 2024, deve alcançar cerca de US$ 19,6 bilhões até 2035. O crescimento é impulsionado por novos hábitos urbanos, pela busca por flexibilidade e pelo interesse crescente em imóveis capazes de oferecer não apenas espaço, mas também uma experiência de vida mais completa. Nesse cenário, a hospitalidade deixa de ser um diferencial e passa a integrar a própria proposta de valor dos empreendimentos.

A força dessa tendência esteve no centro das discussões do Talk Zireh – Hospitalidade como Vetor de Valorização Imobiliária, realizado em parceria com a Piemonte Incorporadora. O encontro reuniu profissionais do setor para debater como serviços, atendimento qualificado e gestão eficiente vêm se tornando fatores decisivos na valorização dos imóveis. Para os participantes, o conceito contemporâneo de alto padrão está cada vez mais associado ao bem-estar, à conveniência e à qualidade das experiências oferecidas aos moradores no dia a dia.

É justamente nessa direção que avança a parceria entre a GT Building e a HCC Hospitality, responsável pelas operações do Qoya Hotel Curitiba e da marca Bleev. Juntas, as empresas desenvolvem o modelo Suyts by HCC, que propõe uma nova geração de residenciais com vocação para locações de curta e longa permanência, combinando moradia, investimento e serviços de hotelaria. Com gestão centralizada, concierge, recepção 24 horas, tecnologia para reservas, limpeza sob demanda e uma ampla oferta de serviços personalizados, o modelo reflete uma mudança estrutural do mercado: o imóvel deixa de ser apenas um patrimônio físico e passa a ser percebido como uma experiência completa, capaz de gerar valor contínuo para moradores, hóspedes e investidores.

A casa que pensa por você

A automação residencial está entrando em uma nova fase. Se antes o conceito de casa inteligente estava ligado ao controle de iluminação, climatização e equipamentos por aplicativos ou comandos de voz, agora a tendência é criar ambientes capazes de antecipar necessidades e funcionar de maneira cada vez mais intuitiva. A proposta é simples: reduzir a quantidade de pequenas decisões do dia a dia e tornar a experiência de morar mais confortável, fluida e eficiente. Não por acaso, as buscas por termos relacionados a casas inteligentes cresceram 22% nos últimos 12 meses no Brasil, acompanhando um mercado que deve movimentar cerca de US$ 2,41 bilhões até o final de 2026.

Nesse cenário, a tecnologia deixa de ser protagonista para atuar de forma quase invisível. Sistemas integrados passam a compreender hábitos, ajustar iluminação, temperatura, persianas e equipamentos automaticamente, além de contribuir para a eficiência energética da residência. Para a Smartly, empresa especializada em automação residencial, o futuro está em casas que trabalham a favor das pessoas, sem exigir atenção constante.

“A tecnologia precisa trabalhar a favor das pessoas, sem exigir atenção o tempo todo. O objetivo é que os sistemas atuem naturalmente, trazendo conforto e eficiência sem que o morador precise pensar nisso”, afirma o engenheiro civil e cofundador da empresa, Euclides Ciruelos. Segundo ele, o mercado está migrando de um modelo focado no controle para outro centrado na experiência. “As pessoas não querem mais lidar com tecnologias complexas. Elas querem ambientes que acompanhem sua rotina de forma natural. O verdadeiro diferencial está em oferecer conforto sem gerar mais tarefas para o morador”, conclui.

Onde nascem os lançamentos

Imagem 3D – Riskalla Haz, novo projeto da construtora Riskalla

Muito antes de um novo empreendimento ganhar nome, fachada ou campanha de divulgação, existe um trabalho estratégico que tem se tornado cada vez mais importante no mercado imobiliário de Curitiba: identificar terrenos com potencial de transformação e conectá-los às incorporadoras mais adequadas para cada região. Em uma cidade que segue em constante valorização e renovação urbana, a chamada inteligência territorial vai além da simples busca por áreas disponíveis. Ela envolve análise de mercado, potencial construtivo, perfil dos bairros e compreensão das características que fazem sentido para cada projeto. Nesse cenário, empresas especializadas em prospecção de áreas e permutas imobiliárias ganham protagonismo ao atuar na etapa que antecede os lançamentos e ajuda a definir o futuro da cidade.

Para a Cibraco Imóveis, esse trabalho também passa por entender as histórias e expectativas das famílias proprietárias. “Cada terreno possui uma vocação própria. Não basta apenas existir potencial construtivo. É preciso entender o que faz sentido para aquela região, qual o perfil da construtora e também o desejo das famílias envolvidas no processo”, afirma o presidente da empresa, Sidney Axelrud.

Entre os projetos recentemente viabilizados pela imobiliária estão o Talent, da A.Yoshii, e o Haz, da Riskalla, nas Mercês. Neste último caso, além da negociação técnica, houve a preocupação em preservar elementos afetivos da propriedade, como uma araucária plantada há mais de cinco décadas pela família proprietária. O episódio reflete uma tendência cada vez mais presente no setor: desenvolver empreendimentos que dialoguem com o entorno, respeitem a identidade dos bairros e contribuam para a construção de um legado urbano duradouro.

Pautas e contatos colunaentreespacos@gmail.com

*Formada em Relações Públicas e Jornalismo pela UFPR, Sumi Costa atua em Assessoria de Imprensa desde 1997. Com trajetória consolidada na comunicação institucional e produção de conteúdo, assina esta coluna voltada a projetos criativos, novos produtos, tendências do morar e os bastidores do setor imobiliário.

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