segunda-feira, 8 junho, 2026
HomeAgenda CulturalBienal de Curitiba celebra 30 anos com programação internacional

Bienal de Curitiba celebra 30 anos com programação internacional

Assessoria – Marcando três décadas de história, a Bienal Internacional de Curitiba abre ao público no dia 14 de junho sua 16ª edição no Museu Oscar Niemeyer e em diversos espaços culturais da cidade, reunindo mais de 300 artistas, de 38 países, dos cinco continentes em uma ampla programação de exposições, instalações, performances e ações urbanas. Com o tema “LIMIARES”, sob curadoria de Adriana Almada e Tereza de Arruda, a Bienal propõe reflexões sobre as transformações do mundo contemporâneo e os limites cada vez mais fluidos entre o humano e o tecnológico, o natural e o artificial, o físico e o digital.

“Mais do que um conceito, LIMIARES é uma atitude curatorial: habitar a fronteira, permanecer no entre, criar a partir da incerteza, gerando novos caminhos”, afirmam as curadoras Adriana Almada e Tereza de Arruda.

Reconhecida como uma das principais plataformas de arte contemporânea da América Latina, a Bienal reafirma nesta edição seu papel como espaço de intercâmbio internacional, experimentação estética e reflexão crítica sobre o presente. A programação segue até 15 de novembro de 2026 e reúne artistas, pesquisadores, cientistas e estudantes em projetos que articulam pintura, instalação, performance, inteligência artificial, videoarte, fotografia, arte sonora e experiências em realidade aumentada.

MON como epicentro

O principal núcleo expositivo da Bienal acontece no Museu Oscar Niemeyer, parceiro histórico da mostra e espaço indissociável de sua trajetória. A Bienal ocupará o Olho, a Torre, a Rampa, cinco salas expositivas e entressalas do museu, aprofundando uma relação construída ao longo de mais de duas décadas e marcada por exposições emblemáticas da arte contemporânea internacional.

Ação coletiva irá compor uma das obras da exposição “Chiharu Shiota: O Espaço Entre Nós”. Foto: Timothy Schenck

Ao longo de sua história, o MON recebeu momentos marcantes da Bienal, como a performance de Marina Abramović em 2009; a grande mostra de arte cinética de Julio Le Parc no Olho, em 2015; a exposição coletiva de artistas chineses em 2017; e a apresentação da icônica escultura “Spider”, da franco-americana Louise Bourgeois, em 2019.

O grande destaque desta edição será a exposição “Poéticas da Memória e da Matéria”, com curadoria de Tereza de Arruda e protagonizada por Chiharu Shiota, um dos nomes mais relevantes da arte contemporânea mundial. Reconhecida por suas instalações imersivas construídas a partir de fios, objetos cotidianos e arquiteturas emocionais, a artista ocupará o Olho e os espaços Araucária 1 e Araucária 2 do MON com quatro obras inéditas e site-specific concebidas especialmente para Curitiba. A instalação principal utilizará cerca de 300 quilômetros de fios – distância equivalente ao trajeto entre Curitiba e Florianópolis – tornando-se a maior instalação site-specific da artista já realizada na América do Sul.

A Bienal realizou uma chamada pública internacional para integrar cartas, desenhos e relatos pessoais enviados pelo público à obra de Shiota, ação que já mobilizou centenas de participantes. Em diálogo com a poética da artista japonesa radicada em Berlim, a Torre do MON reunirá obras de artistas brasileiros como Iêda Jardim, André Azevedo, Evandro Soares, James Kudo, Luiz Mauro e Marina Camargo.

Destaca-se também em LIMIARES o renomado artista espanhol Max Esteban, cuja produção artística se debruça na crítica da condição humana frente à tecnologia por meio da fotografia e da videoarte. Outro artista contemporâneo que se revelará ao público no MON é o chinês Xia Hang, reconhecido por suas esculturas mecânicas interativas feitas de aço inoxidável polido, que misturam a estética cyberpunk com o conceito lúdico de “brinquedos para adultos”.

Curadoria internacional

DeBerduccy illarini

O texto curatorial da 16ª Bienal é assinado por Adriana Almada e Tereza de Arruda. A edição está estruturada a partir de diferentes eixos curatoriais, desenvolvidos por uma equipe internacional de curadores convidados que articulam núcleos expositivos próprios, muitas vezes conectados entre si por aproximações conceituais, territoriais e tecnológicas.

Crítica de arte, escritora e editora argentina radicada no Paraguai, Adriana Almada é reconhecida por sua forte atuação na investigação da arte contemporânea latino-americana. Ex-vice-presidente da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA), em Paris, foi condecorada pelo Governo da França com a Ordem das Artes e Letras. Dividindo a direção curatorial da Bienal, a historiadora da arte brasileira Tereza de Arruda traz a experiência de quem transita entre São Paulo e Berlim desde 1989, com projetos consolidados na Europa, Ásia e Américas e atuação junto à Bienal de Havana.

Entre os curadores convidados está o hispano-argentino Ferran Barenblit, conhecido internacionalmente por discutir o papel político e social das instituições culturais. Ex-diretor do MACBA, em Barcelona, Barenblit divide com Adriana Almada a curadoria da exposição “Cartografia Provisória”, do artista espanhol Max Esteban, no MON.

A conexão com a produção asiática contemporânea se estabelece com as curadoras chinesas Xiao Ge e Windy Lv, que trazem à Bienal um olhar marcado pelo rigor histórico e conceitual. No MON, propõem reflexões sobre meio ambiente, temporalidade e as transformações da experiência contemporânea a partir do diálogo entre arte, tecnologia e cultura visual do leste asiático.

Com passagem pela Bienal del Fin del Mundo (Argentina) e reconhecido por descobrir e impulsionar novos talentos das gerações emergentes, o italiano Massimo Scaringella assina a curadoria do eixo “Rifrações” ao lado de Antonella Pisislli. A mostra de videoarte reúne artistas mulheres da Guiana Francesa, África e Albânia.

Já o norte-americano Royce W. Smith, atual reitor do College of the Arts da California State University, Long Beach, assina o eixo “Camuflagens”, investigação coletiva sobre percepção, tecnologia, ocultamento e construção da realidade contemporânea.

A 16ª Bienal Internacional de Curitiba é realizada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal – Do lado do povo brasileiro, MON, MAC Paraná e Paraná Festival – Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) – Governo do Paraná. Apoio: Fundação Cultural de Curitiba (FCC) – Prefeitura de Curitiba. Acompanhe pelo site e pelo site, e pelas redes sociais no Instagram @bienaldecuritiba @cubic.bienal e @curitibaartweek, no Facebook @bienaldecuritiba, no Linkedin @bienaldecuritiba e no Tik Tok @bienaldecuritiba

16ª Bienal Internacional de Curitiba – LIMIARES

  • Abertura: 14 de junho de 2026
  • Visitação: até 15 de novembro de 2026
  • Grande núcleo expositivo:
    Museu Oscar Niemeyer (MON)
    Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico – Curitiba/PR
  • Ingressos MON:
    R$ 36 (inteira)
    R$ 18 (meia-entrada)
    Entrada gratuita às quartas-feiras e nos últimos domingo do mês
Leia Também

Leia Também