quarta-feira, 8 abril, 2026
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Erastinho: escala identifica piora clínica antes que ela se agrave

Assessoria – Em um cenário em que crianças com câncer apresentam maior risco de deterioração clínica durante a internação, o Hospital Erastinho, em Curitiba, está entre os primeiros hospitais oncológicos pediátricos do Brasil a implementar a EVAT, Escala de Vigilância e Alerta Precoce para Deterioração Clínica.

A ferramenta utiliza dados simples e de baixo custo, como frequência cardíaca, respiração, temperatura, pressão arterial e saturação, para identificar precocemente sinais de agravamento em pacientes internados.
Na prática, a escala permite que equipes de enfermagem e medicina percebam rapidamente quando uma criança pode estar saindo de um quadro estável para uma situação de maior risco, antecipando intervenções e aumentando as chances de melhores desfechos.
A implementação da EVAT faz parte de um projeto multicêntrico internacional e pode render ao hospital uma certificação concedida por um dos maiores hospitais pediátricos dos Estados Unidos. No Brasil, poucas instituições já possuem esse reconhecimento, entre elas o Hospital de Amor, em Barretos, e o Hospital Martagão Gesteira, em Salvador. O GRACC também está em fase final de acreditação.
Segundo a pediatra neonatologista Dra. Patrícia Cardim, que atua no projeto dentro do Erastinho, o grande diferencial da EVAT é justamente permitir monitoramento contínuo sem necessidade de equipamentos sofisticados.
“Com poucos recursos e dados que já fazem parte da rotina hospitalar, conseguimos pontuar o estado clínico da criança e identificar se ela precisa de um olhar mais atento da equipe médica”, destaca.
O Hospital Erastinho iniciou o treinamento das equipes em 2022 e implantou um projeto-piloto no setor de transplante de medula óssea em maio de 2024. Agora, a instituição avança para ampliar o uso da escala em outros setores pediátricos. Crianças hospitalizadas com câncer têm alto risco de deterioração clínica e mortalidade hospitalar frequentemente relacionada a complicações do próprio tratamento, o que reforça a importância de ferramentas de identificação precoce.
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