quarta-feira, 10 junho, 2026
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Junho Preto, Verde, Vermelho e Laranja: conheça as campanhas

Junho Preto: câncer de pele

Embora seja o tipo de câncer mais frequente no Brasil, o câncer de pele ainda é cercado por dúvidas e, muitas vezes, subestimado pela população. Responsável por cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a doença reforça a importância de campanhas de conscientização como o Junho Preto, voltadas à prevenção, ao diagnóstico precoce e à educação em saúde.

De acordo com o oncologista Gustavo Vasili Lucas, do IOP – Instituto de Oncologia do Paraná, o principal desafio continua sendo conscientizar a população sobre a importância da observação da própria pele e da adoção de hábitos preventivos. “Muitas pessoas acreditam que o câncer de pele sempre surge como uma pinta escura ou uma lesão muito evidente, mas nem sempre é assim. Feridas que não cicatrizam, manchas que mudam de aparência ou lesões que apresentam crescimento progressivo também merecem investigação médica. O diagnóstico precoce continua sendo o fator que mais impacta as chances de cura.”

Junho Verde: escoliose em debate além da postura

Reprodução internet

Durante muito tempo, a escoliose foi tratada como um detalhe postural ou uma alteração estética sem grande impacto na rotina. Hoje, a percepção começa a mudar. O avanço da tecnologia médica, aliado ao aumento da informação entre famílias e profissionais de saúde, tem ampliado o debate sobre uma condição que ainda passa despercebida em milhares de jovens brasileiros.

Junho, conhecido internacionalmente como Junho Verde, marca o Mês de Conscientização da Escoliose e reforça a importância do diagnóstico precoce. Segundo a Sociedade Brasileira de Coluna, cerca de 6 milhões de brasileiros convivem com algum grau da condição. A forma mais comum é a escoliose idiopática do adolescente, que costuma surgir entre os 10 e 18 anos, justamente no período de crescimento acelerado.

Estudos baseados em critérios da Scoliosis Research Society indicam que entre 2% e 4% das crianças e adolescentes apresentam escoliose idiopática. Em muitos casos, os sinais aparecem de maneira discreta: diferença na altura dos ombros, assimetria corporal, roupas que parecem “tortas” no corpo ou dores recorrentes nas costas.

Para Pedro Gurgel, fisioterapeuta e head comercial e de negócios em equipamentos e dispositivos médicos, a maior dificuldade ainda está na identificação precoce. “Muitas famílias só descobrem quando a curvatura já avançou. No início, os sinais podem parecer apenas uma questão de postura ou fase de crescimento. O problema é que a escoliose tende a evoluir justamente durante o desenvolvimento do adolescente”, explica.

Junho Laranja e Junho Vermelho reforçam conscientização sobre leucemia e importância da doação de sangue

Doação de sangue . Foto: Michelle Gordon / Pixabay

O mês de junho une duas importantes campanhas de saúde: o Junho Laranja, voltado à conscientização sobre a leucemia e a anemia, e o Junho Vermelho, que incentiva a doação de sangue. A conexão entre os temas é direta: pacientes em tratamento oncológico, especialmente os diagnosticados com leucemia, frequentemente dependem de transfusões sanguíneas durante o tratamento.

O IOP alerta para a importância do diagnóstico precoce, da realização de exames preventivos e da manutenção dos estoques de sangue, que costumam sofrer queda durante o inverno.

Segundo o INCA, a estimativa é de cerca de 11 mil novos casos de leucemia por ano no Brasil entre 2023 e 2025. A doença atinge os glóbulos brancos, células responsáveis pela defesa do organismo, e pode evoluir rapidamente sem o diagnóstico adequado.

Um dos exames mais importantes para a identificação precoce é o hemograma, considerado simples, acessível e fundamental para detectar alterações sanguíneas que podem indicar doenças hematológicas.

“O hemograma é um importante aliado no rastreamento de alterações que merecem investigação. Muitas vezes, alterações nas células do sangue aparecem antes mesmo de sintomas mais evidentes”, explica o oncologista e hematologista do IOP, Dr. Eduardo Cilião Munhoz.

Entre os principais sinais de alerta para a leucemia estão fadiga intensa, palidez, febre persistente, perda de peso sem causa aparente, manchas roxas pelo corpo, sangramentos frequentes, dores ósseas e infecções recorrentes. Como muitos sintomas podem ser confundidos com outras doenças, a avaliação médica é indispensável.

O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de sucesso terapêutico. Nos últimos anos, os avanços da oncologia e da hematologia têm ampliado as possibilidades de tratamento, com terapias-alvo, imunoterapia e medicamentos mais modernos, que oferecem maior precisão e qualidade de vida aos pacientes.

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