quarta-feira, 1 julho, 2026
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Para Cláudio Loureiro, mídia tradicional prevalece na decisão do eleitor

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Cláudio Loureiro, da Heads: hoje temos o “omnichannel”
Cláudio Loureiro, da Heads: hoje temos o “omnichannel”

Estudiosos da Comunicação Social, comunicadores e espectadores do fenômeno político brasileiro têm perguntado com insistência se a mídia tradicional – televisão, revistas, jornais e rádio – foram derrotados no processo eleitoral em andamento, diante das novas realidades reveladas pelas urnas, com a eleição de azarões e/ou desconhecidos do grande público?

A coluna recolheu a opinião de um dos “príncipes” da publicidade brasileira, Cláudio Loureiro, fundador e presidente da Heads, segunda agência de publicidade de capital absolutamente brasileiro, no ranking das maiores do país.

Loureiro, um ser positivamente diferenciado culturalmente, e que foi personagem do volume 10 do meu livro “Vozes do Paraná –Retratos de Paranaenses”, assim se manifestou:

 

– Os resultados das urnas não estariam indicando a falência das mídias tradicionais, e a canonização das redes sociais e companhia?

– RESPOSTA: No que concerne à questão levantada pelo senhor em relação à comunicação das eleições e se as mídias tradicionais foram substituídas pelas digitais, respondo objetivamente: não.

Eleições possuem questões imponderáveis.

Na anterior, tivemos a queda do avião do Eduardo Campos. Nessa, um atentado à vida de Bolsonaro.

Particularmente, entendo que a facada atingiu mais a candidatura de Alckmin. Ele estava numa campanha de desconstrução de Bolsonaro e aumentando significativamente a rejeição do oponente.

 

– Qual o grande momento em que a mídia tradicional passou a funcionar, então?

RESPOSTA: Aí veio a facada. Com ela houve uma exposição na televisão que nenhum outro candidato teve. Foram mais de 3 horas apenas na Rede Globo. Todas as TVs, abertas ou não, além dos veículos impressos, deram ampla cobertura ao atentado. E nem poderia ser diferente.

Isso certamente mexeu na estratégia do Alckmin: como ele poderia em seus programas eleitorais continuar atacando e desconstruindo uma vítima?

 

– Então, temos mesmo de nos acostumar com uma nova realidade de Comunicação Social, com uma mixagem de meios?

RESPOSTA: Sim, a comunicação hoje em dia é ‘omnichannel’. São vários os meios e todos devem se utilizar deles.

Não há dúvida que as redes sociais são componente fundamental na estratégia de cada um. O problema é que é uma terra de ninguém. A ausência de controle permite uma diversidade de mentiras, que vão além das fake news. Além do ódio que as mensagens digitais trazem, existe uma pregação a convertidos. Esse fato já ocorreu na campanha americana e está sendo investigado.

 

– Então, sua posição é de que a mídia tradicional não foi derrotada?

RESPOSTA: Professor, minha opinião é que não houve substituição de meios e sim a união entre eles, mas não tenho nenhuma dúvida que as mídias tradicionais ainda prevalecem na formação da opinião do eleitor.

urna eleitoral
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