Mais uma mostra do que o leitor de minha coleção “Vozes do Paraná, Retratos de Paranaenses”, terá a partir de 12 de agosto, quando lançarei, às 20 horas (na Sociedade Garibaldi) o volume onze do livro. Trata-se do resumo do perfil do empresário e empreendedor Pedro de Paula Filho, um dos personagens retratados em “Vozes 11”.
Pedro de Paula Filho
Empresário em securitização e fomento comercial, com as empresas Santa Cruz Securitização e a Quasar Fomento (movimenta R$ 150 milhões por ano), Pedro de Paula Filho é empreendedor exemplar. Por direito de nascimento, pode-se classificá-lo assim.
Aos oito anos, começou a capinar gratuitamente terrenos da pequena Mandaguari, Norte do Paraná, onde morava, tendo nascido em Jandaia do Sul. Em troca, ganhava o direito de recolher sucatas – vidros, jornais, alumínio, latas, ferro -, que transformava em dinheiro. Foi seu grande vestibular de vida empresarial, escola de vida que depois completaria com Curso de Contabilidade.
EMPRESÁRIO-APRENDIZ
A faina do empresário-aprendiz foi assim até os 12 anos. Outro ângulo notável de Pedro é sua vocação para servir. Um bom exemplo é a Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas da UFPR, que ele preside, entidade geradora de pelo menos R$ 8,5 milhões por ano.
Esses valores muito expressivos, arrecadados por ela são entregues ao hospital tão somente em forma de equipamentos e medicamentos. Significam benefícios a 1,2 milhão de pacientes por ano, cerca de 100 mil atendimentos por mês.
Tudo é comprado e executado pela AAHC sob exigente lupa empresarial, em busca dos melhores preços, pagando exclusivamente à vista, sem recorrer a empréstimos e sem pagar juros. Além de ter apoio comunitário, a entidade tem conta com a vital contribuição da Megamania, empresa de capitalização.
No primeiro contato com ele, uma realidade fica bem clara: Pedro de Paula Filho, 62, não faz “gênero”, é a transparência encarnada numa fisionomia simpática.
EMPREENDEDOR
Se a aura de Pedro de Paula Filho é indicadora de que ele se move “sob fortes luzes”, percebidas facilmente por todos os que com ele se relacionam, o humanitarismo desse autêntico “pé vermelho” – assim ele se denomina – é exercitado com o aval de quem é empresário muito bem-sucedido.
E com forte representatividade empresarial, como a que desfruta: preside o SINCAF-PR (Sindicato das Sociedades de Fomento Mercantil), é vice-presidente da FEBRAF (Federação Brasileira de Fomento Mercantil) e membro do Conselho Consultivo da ANFAC (Associação Nacional de Fomento Comercial).
TUDO BEM FEITO
– Não basta praticar o bem, é preciso fazer o bem feito, Pedro deixa escapar a frase sem pretensão de um “magister dixit” com seu tom lapidar.
A definição, é certo, ajuda a explicar como é conduzida essa obra nascida há 32 anos por dona Hoda Salamuni, hoje um notável exemplo de eficiência do chamado terceiro setor. Ou de ação social, como queiram designar as entidades voltadas ao atendimento comunitário absolutamente sem fins lucrativos.
Os primórdios da Associação começaram com dona Hoda, inicialmente voltada ao atendimento da Maternidade da UFPR, em que teve papel essencial gente como Lorete Tacla, há 30 anos. Nesses passos iniciais Pedro de Pula já estava.
Na AAHC, nos seus moldes atuais, Pedro está desde 1996, quando, por insistência de Fernando Antonio Miranda, que então voltara a presidi-la, arregaçou as mangas e passou a operar na Associação em várias frentes.
Nesses anos todos, ajudou a Associação a crescer e ampliar o suporte enorme que dá ao terceiro maior hospital público do país de atendimento cento por cento SUS, o HC da UFPR. Trabalhou com um punhado de abnegados que também a presidiram, como Euclides Scalco, Maria Elisa Ferraz Paciornik, Ney Leprevost, e o já citado Fernando Miranda.
EUCLIDES SCALCO
Sobre Euclides Scalco tem palavras especiais, depois de comentar homenagem que a Associação prestou ao ex-ministro em 2018, por ocasião da inauguração do enorme e digitalizado centro administrativo do HC, tornado possível implantar graças a investimento de R$ 770 mil possibilitado pela AAHC. Ocupou enorme espaço de uma lavanderia desativada.
– Nunca se homenageará Euclides Scalco na medida em que ele merece, diz, lembrando que o ex-presidente e grande benfeitor da AAHC foi inexcedível, quando ministro do governo Fernando Henrique. Atendia as solicitações do Hospital de Clínicas e da Associação, “a tempo e a hora”.
– Sempre tinha tempo para nossos pleitos, sua agenda era aberta para o HC.