sexta-feira, 8 maio, 2026
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UBER: VENCEU A LEI DA OFERTA E DA PROCURA

UBER e Cabify, além do taxi tradicional
UBER e Cabify, além do taxi tradicional

O prefeito de Curitiba, Rafael Valdomiro Greca de Macedo regulamentou, por decreto, o aplicativo Uber, na capital. Antes, as tentativas haviam esbarrado na Câmara Municipal por pressão dos taxistas, que enxergavam no serviço uma concorrência desleal.

Por sorte venceu a lei da oferta e da procura tão antiga quanto a lei da gravidade. Os que utilizam o aplicativo de carona e seus similares – Cabify, 99 – veem nos preços uma vantagem. Não há o que discutir. Uma corrida bairro-centro sai por metade de preço e, dependendo do horário, até por menos. Não se trata de apenas uma escolha econômica. Trata-se de novos tempos.

MONOPÓLIO

Havia um monopólio inquebrantável. Aqueles que queriam trabalhar como taxistas se viam barrados. As poucas licenças eram controladas por famílias há décadas, não havia oferta de novas placas e as viúvas e filhos herdavam a autorização do marido ou pai. O Uber enterra de vez essa fórmula anacrônica. Os táxis de cor laranja não estão com seus dias contados, mas terão que se adaptar. O que se disponibiliza agora é um serviço já ofertado em todas as grandes cidades do mundo, a preços que podem diminuir a circulação de carros particulares em Curitiba se o conceito do carona for estendido a mais de um passageiro.

DEMANDA REPRIMIDA

Caso a prefeitura se rendesse aos taxistas com o argumento de que são eles que pagam impostos e se prestam à fiscalização, remaria contra a tecnologia e contra uma demanda reprimida que via nos táxis a cobrança preços abusivos. O Uber e os demais serviços submetem-se agora aos impostos determinados pela lei. A concorrência se encarregará de oferecer melhores serviços e melhores preços. Sim, a isso se chama capitalismo.

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