
Há pouco tempo perdemos um grande ambientalista, um pioneiro na área, Paulo Nogueira Neto. Vale lembrar que a nossa saudosa Tereza Urban, percursora do jornalismo ambiental, escreveu um livro retratando as batalhas na proteção à natureza no Brasil no tempo em que nem se pensava nisto – tempos em que o governo incentivava o desmatamento para a ocupação agrícola, o nosso pinheiro foi uma das vítimas desse processo.
MEMÓRIA COLETIVA
Em seu livro Saudades do Matão, Tereza nos apresenta – Ibsen de Gusmão Câmara, Maria Tereza Jorge Pádua, Ademar Faria Coimbra Filho, Alceo Magnanini, Wanderbilt Duarte de Barros e Paulo Nogueira-Neto, do qual já falei da minha admiração na coluna do dia 26 deste.
Saudades do Matão é um livro de memória coletiva, foi impresso pela UFPR e patrocinado pela Fundação Boticário de Proteção à Natureza.
Foi fundamental, acredito, para a publicação do livro, o apoio e o interesse de Eloi Zanetti, que então comandava a Fundação Boticário.
LUTA DE VISIONÁRIOS
Hoje o assunto proteção à natureza está em todas as mídias e em todas as bocas. Jovenzinhos “abraçadores de árvores” nem imaginam o que foi a luta destes visionários, pois falar em proteger floresta nas décadas de 40, 50, 60 e 70, no auge do nosso desenvolvimento econômico era ir contra o progresso. E La Nave Và.
