quarta-feira, 1 julho, 2026
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TECNOLOGIA: Eletrificação veicular é a saída para fim da poluição fóssil

Nos países desenvolvidos, veículos híbridos e elétricos têm benefícios de redução tributária

Ainda não é realidade do Brasil
Ainda não é realidade do Brasil

Em meados do século XX, quando a indústria automobilística mundial estava no auge de sua produção, uma larga faixa acinzentada, tendendo para o marrom, começava a ser visível no horizonte dos grandes centros urbanos. Movida à base de derivados de petróleo, a frota veicular tomou ruas e avenidas, deixando para trás um rastro de poluição – em paralelo à sujeira ambiental também expelida pelas indústrias em vários países – responsável pela morte anual de cerca de oito milhões de pessoas em todo o mundo.

MODERNIDADE EM ATRASO

Apesar de os veículos brasileiros seguirem o modelo globalizado das respectivas matrizes produtoras, falta muito ainda para que a frota tupiniquim acompanhe o nível tecnológico do Primeiro Mundo. A desejada modernidade anunciada ainda nos anos 1990 na chamada Era Collor, anda a passos lentos. A desejada eletrificação veicular, no Brasil, segue a passos de tartaruga. Ainda há poucas unidades em trânsito, por conta do alto preço decorrente, em especial da alta tributação.

ALTOS CUSTOS

Até o ano de 2025, segundo estudos da Universidade de São Paulo – USP, gasolina e diesel despejados dos canos de escape deverão matar 51 mil pessoas. Até lá, os custos com a saúde somarão R$ 22 bilhões, valor que engloba também o controle de qualidade do ar, além da ainda deficiente inspeção veicular. O montante a ser investido, precisa contornar o sério quadro de cânceres e problemas respiratórios resultantes da má qualidade do ar – uma nuvem negra crescente e originária dos combustíveis fósseis.

De qualquer forma, aplausos para algumas montadoras instaladas no Brasil que já desenvolvem modelos híbridos/eletrificados passíveis de circulação no médio prazo nos centros urbanos.

SOLUÇÕES?

Há cerca de quatro décadas, o álcool foi a solução brasileira encontrada para alimentar os tanques dos veículos, recuando substancialmente o grau de poluição do ar nos centros urbanos. O etanol vingou num primeiro momento, mas a falta de incentivos trouxe dúvidas. Até aqui a melhor opção nacional capaz de reduzir os índices de emissão, deve ganhar em breve a companhia de veículos híbridos ou totalmente elétricos. A solução existe, mas custa caro. Por ora, só aqui e ali circulam veículos experimentais. Se o transporte de massa já conta com essa alternativa em alguns centros, o transporte individual pode seguir os passos com minimodelos ágeis e não-poluentes.

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