
Com receio de serem consideradas solidárias em ações trabalhistas de alto vulto, 7 igrejas evangélicas de Curitiba que faziam parte da Sociedade Evangélica Beneficente (SEB), mantenedora do Hospital Evangélico e da Faculdade de Medicina, deixaram nos últimos 4 meses a instituição. São elas as Igrejas Comunidade Evangélica de Curitiba (fundada por Daniel Egg), Congregacional do Brasil, Irmãos Menonitas e Menonitas (de tradição alemã), Presbiteriana Independente, Metodista do Brasil e Assembleia de Deus.
Permaneceram fazendo parte da SEB, a mantenedora do Hospital Evangélico e de sua faculdade de Medicina, as Igrejas Presbiteriana Conservadora, Presbiteriana do Brasil, Convenção Batista do Paraná, Batista Independente (de origem sueca), Sinodal Luterana e a Quadrangular.
O presidente da SEB continua sendo o presbítero João Jaime Nogueira, que não se pronuncia à imprensa sobre a atual situação do Hospital e da Faculdade de Medicina.
Os demais cursos – Veterinária, Psicologia, Teologia, Enfermagem – que eram mantidos pela FEPAR, foram fechados em 2015, diante da situação deficitária da área educacional.
SITUAÇÃO ATUAL
Ainda não está bem claro se a situação de hoje do Hospital Evangélico de Curitiba e sua Faculdade de Medicina pode exibir números satisfatórios que indiquem uma grande recuperação de seu caixa. Uns dizem que sim, mas há fontes confiáveis que garantem que “pouca coisa mudou nos últimos meses”.
“Permaneceram fazendo parte da SEB, a mantenedora do Hospital Evangélico e de sua faculdade de Medicina, as Igrejas Presbiteriana Conservadora, Presbiteriana do Brasil, Convenção Batista do Paraná, Batista Independente (de origem sueca), Sinodal Luterana e a Quadrangular”.
O primeiro interventor nomeado pela Justiça do Trabalho nas duas instituições, em 2014, Fabrício Hito, deixou a posição “por motivos pessoais”, em setembro de 2015.
OTIMISMO
Mas Hito se despediu falando com tom otimista, dizendo que teria conseguido equilibrar as contas e garantido bom fluxo de caixa de verbas do SUS.
Citou como exemplo, em entrevista, na ocasião, à imprensa, que as portas do hospital permaneceram abertas e que o Pronto Socorro funcionou sem paralisações.
Mas a dívida com a cooperativa dos médicos do Evangélico continuaria ainda milionária.
E mais lembrou Hito (que é médico): que chamou os credores e negociou pagamentos de seus créditos.
Depois de outubro passado, assumiu a posição de Interventor nomeado pela justiça do Trabalho no Evangélico e na Faculdade o também médico e gestor de hospitais Paulo Motta, executivo originário do Rio de Janeiro. Em Curitiba foi gestor em hospitais como o NS das Graças, o Cruz Vermelha e São Vicente.
Para um membro do Conselho Administrativo da Sociedade Evangélica Beneficente (SEB), entidade que é a proprietária das duas instituições sob intervenção, “há controvérsias sobre a atual decantada boa situação do hospital e da faculdade”. Para ele, “não se conhecem direito informações da interventoria. E pessoa chave da SEB, seu presidente, o presbítero João Jaime Nogueira, não pode sequer entrar nas dependências do hospital.
Se desrespeitar essa ordem judicial, terá de pagar R$ 10 mil/dia”.
