
O pronunciamento feito na quarta-feira, 31, pelo deputado estadual Tadeu Veneri (PT), é preocupante: ele disse, com base em informações do DIEESE, que se forem demitidos os 6 mil cobradores do sistema de transporte urbano de Curitiba, conforme matéria em apreciação na Câmara Municipal, “deixarão de entrar anualmente R$ 212 milhões na economia local”.
A proposta da Prefeitura é implantar cobrança automática em todos os ônibus urbanos da cidade.
ADVERTÊNCIA
A advertência do petista – que não é considerado um parlamentar “radical” – é de que a mudança da lei 10.333/2001 proposta pelo prefeito Rafael Waldomiro Greca de Macedo “, somente admite a dispensa do cobrador nos ônibus “Ligeirinhos”, que param nas estações-tubo e nos micro-ônibus.”
IRÔNICO
Irônico, Veneri considera que a substituição dos cobradores por automatização na cobrança das passagens “é um presente de Natal do prefeito de Curitiba para as empresas que, junto com o setor imobiliário e as empresas que operam o sistema de coleta de lixo, continuam sendo os donos da cidade”.
VIOLÊNCIA
Sobre a justificativa do prefeito de que a automatização irá eliminar a violência contra os cobradores, Veneri considerou a explicação “risível”.
REMANEJAR
Para o deputado, ao invés de combater os roubos, o prefeito prefere “eliminar” os cobradores. Já a promessa de que os trabalhadores dispensados iriam fazer cursos de reciclagem estaria fora da realidade, pois é tarefa quase impossível o remanejamento em novas funções.
O OUTRO LADO
Afora a visão e argumentos do deputado, a automação de postos de trabalho considerados “clássicos” é realidade mundial.
“É o preço que se paga pelo avanço tecnológico, independente de beneficiar ou não as empresas de transportes e outros empregadores”, observa um juiz do Trabalho de Curitiba.

