
Hoje uma de minhas leituras obrigatórias, que faço com a maior atenção no mais importante jornal do País, O Estado de São Paulo, é Fernando Scheller.
Ele é o repórter por excelência, com amplo domínio de um exigente mundo que o cerca, com trânsito internacional e tangido pela gana de desvendar a notícia nos seus mais variados ângulos. Vai além do simplesmente “radiografar” situações, age com a sabedoria do jornalista que é capaz de “viver” os fatos que narra. E traduzi-los.
Scheller, curitibano, um jovem quarentão, começou conosco, no jornal Indústria & Comércio, de Curitiba, na reportagem, nos anos 1990. Era ainda estudante de Jornalismo da UFPR. De lá para cá, Scheller amadureceu até fazer-se referencial – esse é a palavra certa – entre os que cobrem o dia a dia dos mundos das finanças e economia, especialmente num país de tantas incertezas na ordem econômica.
SCHELLER (2)
As características de uma operosidade germânica, recebida de seus ancestrais Scheller, levaram o jornalista a transitar por veículos como a Deutsche Welle, da Alemanha, onde foi repórter, tendo também passado pela Gazeta do Povo até fixar-se no Estadão. Lá montou o seu portfólio de testemunha de um tempo em que incertezas da Economia se mesclam com a descoberta de ângulos por vezes insuspeitados de um Brasil em ebulição. E que teima em superar seus momentos de caos.
Scheller tem uma marca inconfundível: sabe transformar a notícia do universo econômico, com suas supostas aridezes, em assunto amplamente digerível. E agradável. Trata a economia como assunto essencial, é certo, mas sem as chatices de um economês que distanciam o leitor do texto.
Hoje estou descobrindo Fernando Scheller romancista, conforme o leitor constará pelo e-mail que ele me mandou:
SCHELLER (3)
“Caro professor,
Este convite chega em cima da hora, mas é de coração.
Nesta terça, 26/4, será lançado meu primeiro romance, “O amor segundo Buenos Aires”, pela Editora Intrínseca.
Das 19h às 22h, na Livrarias Curitiba do Shopping Palladium.
Para saber mais: http://www.intrinseca.com.br/oamorsegundobuenosaires
Espero o senhor lá.”
