
Fabio Campana, jornalista, amigo, era todo alegria, na semana, ao me “copiar” mensagem de seu filho, o diplomata – terceiro secretário – Rubens Campana, remetida do Japão.
Nela, Rubens, que está passando pela “sarça ardente” do início da “carrière”, cita a missão em Tóquio: fez parte do escalão precursor da Presidência da República que antecedeu a chegada do presidente Temer e esposa. Foi do grupo que preparou os caminhos do presidente no Japão.
Meses atrás, cumpriu missões diversas na China.
RUBENS CAMPANA (2)
Rubens, costumo dizer, é dessas preciosidades que a chamada vida da província paranaense esconde: aqui cumpriu, com a maior discrição, uma longa preparação intelectual para, enfim, entrar no Itamaraty, depois de uma rigorosa seleção. Uma de suas melhores escolas foi, com certeza, a Travessa dos Editores, “aos pés” de Fábio Campana.
RUBENS CAMPANA (3)
A Casa de Rio Branco, costuma dizer Fábio Campana, “é o espelho perfeito do Barão de Rio Branco: não dá moleza a ninguém”.
Além da rigidez da entrada que o Itamaraty imprime, a Casa não esconde regras meio militares para ascensão na carreira.
Uma boa exceção dessa “sarça ardente” é a boa remuneração que dá a seus eleitos. É das melhores entre as carreiras de Estado.
Ninguém sobe no Itamaraty por obra e graça do acaso. Há que suar, cumprir longos itinerários, nem sempre no Circuito Elizabeth Arden, cheio de pompa e circunstâncias, desejado por muitos, conquistado por poucos.
O jovem Rubens, na casa dos 30 anos, serve no gabinete do Ministro José Serra, numa das assessorias mais importantes – a que cuida do relacionamento com a Imprensa, trabalho que, sei, faz muito bem. Até porque o filho de Fábio e Denise Camargo teve a boa escola da Travessa dos Editores…
