
Bem ao contrário da meia verdade, segundo a qual em fim de governo nem cafezinho quente é servido no gabinete de um governador, Beto Richa continua com todas as atenções e paparicações inerentes ao cargo. Fez por merecer, no trato com a “cozinha” do Palácio.
Tem garantido café forte, quente, a toda hora. E água mineral.
RUMORES, RUMORES
Essa realidade me foi exposta ontem por fonte ligada à vice-governadora Cida Borghetti, para “repelir” insistentes rumores de que alguns secretários de Richa “não sobreviveriam ao governo Borghetti”.
Essa fonte, muito próxima a Ricardo Barros e Cida, admite que “não deverá ser bem assim”, explicando: “A Cida deverá considerar pedidos que Beto Richa vai lhe fazer sobre certos secretários, nomes muito caros a ele, gente que não tem voto”.
OS SEM-VOTOS
E arriscou um palpite: “Por exemplo, o Fernando Ghignone tem tudo para ficar no Governo, não sei em que cargo, assim como o Deonilson Roldo…”
A fonte, no entanto, ficou totalmente muda quando lhe indaguei sobre se as recomendações de Richa contemplariam Juraci Barbosa, secretário de Planejamento.
SUBSTITUTO
Recordo que Juraci substituiu o cunhado de Cida, Silvio Barros II, naquela pasta, tendo, em seguida, promovido ampla e irrestrita demissão de nomes indicados por Cida, Ricardo Barros e Silvio Barros. Na verdade, foi uma “varrição” de cargos em comissão, sem maiores delongas.
SEGUNDO ESCALÃO
Acredito que Barbosa, ex-presidente da Fundação Teotônio Villela no PR (instituição do PSDB), poderá até ser ‘abrigado’ também pelas recomendações de Richa. Se ganhará cargo de primeiro ou segundo escalão do futuro Governo, aí é outra realidade.
Aliás, Barbosa foi recentemente vetado pela CVM para assumir posição num dos conselhos da COPEL. Lembram-se?
Para os maldosos de plantão, o veto a Juraci e a outros quatro indicados para o mesmo conselho da COPEL, “isto até parece fim de ciclo político”.
Não partilho do mesmo conceito, até porque acredito que Beto Richa não terá dificuldades em ir para o Senado.
