
Ramiro Wahrhaftig, diretor de Coordenação da Itaipu, na diretoria recém indicada pelo presidente Temer, não encontrou obstáculos para a função, os quais poderiam decorrer de ter ele sido dirigente político (PSD). A legislação veta antigos ou atuais dirigentes políticos em estatais.
No caso de Ramiro, embora ele tivesse composto quadros de direção estadual do PSD (Kassab), a nomeação foi adiante porque “ele não teve qualquer ligação com recursos financeiros para o partido”, garante-me fonte da Binacional Itaipu.
Muitos veículos de comunicação, como o Estadão, chegaram a noticiar que Ramiro havia sido excluído da designação de novos diretores em função dessa qualidade de ex-dirigente partidário.
FOI VICE-REITOR DA PUCPR
Nos últimos anos, desde o segundo governo de Jaime Lerner, no qual teve posições de grande expressão, como a de secretário de Estado da Ciência e Tecnologia, Ramiro vinha atuando mais ou menos em “low profile”. Atuava sobretudo em consultorias ao poder público e empresas privadas.
Com inquestionável bagagem no mundo cyber e Planejamento Público, Ramiro notabilizou-se igualmente na área educacional. No começo dos 2000 foi vice-reitor da PUCPR. Foi sempre uma das mais acatadas vozes ao lado do histórico ex-reitor da PUCPR, Clemente Ivo Juliatto.
Ramiro descendente, pelo lado paterno, de uma das mais tradicionais famílias judaicas que chegaram ao Paraná no século 19, e que se localizaram, em parte em Araucária. É filho de mãe católica de origem polonesa.
