
Tão abominável quanto ao racismo tipo Klux Klan, da supremacia branca, do poder ariano, também é o racismo do outro lado. O racismo negro existe, sim, nos Estados Unidos. E não é preciso recorrer ao exemplo do Panteras Negras, dos anos 70. Só é pouco abordado, é verdade.
“WASP”, A PRAGA
Aliás, os americanos são valiosos racistas e preconceituosos de toda ordem. Boa parte da elite “wasp” – branca, anglo-saxônica e protestante” nunca escondeu seu desprezo ao “lixo católico”.
XICANOS, “ESCÓRIA”
E até agora os nossos irmãos mexicanos são considerados escória da sociedade americana. Trump, na campanha presidencial, deixou clara essa aversão, ao dizer que faria muro para impedir a entrada na “White America” daquela ‘malta de traficantes, prostitutas, ladrões que o México estaria exportando’.
UM CARIMBO
Isso tudo me faz lembrar que sempre seremos – brancos, pretos, amarelos, pardos, índios – “latinos” ou “spanishes”, um carimbo amplo e irrestrito com que a América Branca divide seus cidadãos. Somos seres humanos menores, por essaórica “wasp”.
Mas eles que se cuidem: logo os negros e latinos, mais os asiáticos – chineses, filipinos, árabes, indianos – , vão suplantar a White America.
Graças a Deus, digo eu.
FOI ASSIM NO PASSADO
Até porque foi assim, com imigrantes aportando de todo o lado que os Estados Unidos chegaram ao patamar de desenvolvimento econômico, social e científico de hoje.
Se a America tivesse ficado só com os “Pais Peregrinos”, que seria dela?
PESQUISADORES
E mais: quem pesquisar em fontes oficiais americanas vai constatar: são neoamericanos, estrangeiros naturalizados ou filhos de estrangeiros, que capitaneiam o ranking dos maiores produtores de pesquisas científicas nos Estados Unidos.
Essa presença de imigrantes moldando a civilização americana foi responsável até pelas raízes de Trumph: ele é filho de alemães que chegaram aos States no final do século 19.
