terça-feira, 12 maio, 2026
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Qualidade em medicina evitará “importar” cubanos

Faculdades Campo Real, em Guarapuava
Faculdades Campo Real, em Guarapuava

É inevitável a ampliação (mas com qualidade de ensino) dos cursos de Medicina no Brasil.

O país é um grande hospital, carente absoluto de assistência médica, especialmente no interior difícil. Por isso, nossa realidade na área não pode ser comparada com a de países desenvolvidos como Alemanha e Estados Unidos, onde as doenças já são evitadas no berço, com boa alimentação e atendimento básico, e educação.

Não basta apenas ser contra a expansão dos cursos médicos: o importante é que eles possam atender às necessidades do País, evitando o triste papel que temos de hoje “importar” médicos cubanos, no que nos comparamos com países de África e a Venezuela, Bolívia, “importadores” dos cubanos.

“O triste papel que temos de hoje sermos ‘importadores’ de médicos cubanos, no que nos comparamos com países de África, Venezuela, Bolívia…”

A triste realidade é que escolas, sobretudo particulares, estão formando “médicos meia-sola”, como dizia ontem à coluna um amigo, ex-dirigente do Conselho Federal de Medicina. Esse desastre de formação foi bem detectado pelo CRMESP, de São Paulo, que identificou, no último exame de avaliação de proficiência, que promoveu, que 60% dos médicos recém-formados não teriam condições mínimas para clinicar. Isso se tratando de formados em São Paulo…

Clèmerson Clève
Clèmerson Clève

Novos cursos de Medicina que poderão ser exceção são aqueles que ofereçam instalações adequadas, modernas, equipamentos de última geração para pesquisa e ensino, além de bibliotecas, laboratórios e conexões na web com o mundo científico mundial. Mas, especialmente, que garantam um quadro de professores de primeiro nível, de doutores e mestres, sem falar em hospital-escola no mesmo padrão.

Nessa linha, espero que a Faculdade Campo Real, de Guarapuava, com o curso de Medicina que abrirá seu ano letivo em fevereiro de 2016, possa cumprir plenamente esse objetivo. Essa é a ideia, pelo menos, do professor Clèmerson Clève, controlador da Campo Real, instituição que hoje, com diversos cursos de graduação e pós, atende a 4 mil alunos. E com ótima avaliação.

A Medicina da Campo Real, garante-me Clève, ficará inicialmente instalada em edifício de 4 andares, 3 mil metros quadrados de área especialmente construída. Foi erguida para a formação dos futuros médicos. Mas Clève tem olhar voltado para outra sede, maior, a ser construída em área de 20 mil m2.

O olhar de Clève é o do homem comprometido com a Justiça e com o Direito: aposta no seu Curso de Medicina – quer fazê-lo referencial no Paraná.

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